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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Um grande homem

'U Tutim'
Percorrendo minuciosamente cada canto, a beleza encanta. Cada pedaço daquele recinto foi detalhadamente planejado e restaurado. É o dom de um artista, que consegue facilmente recuperar as características originais de imóveis e móveis – muitas vezes de valor histórico imprescindível. Tudo resultado da genialidade de uma mente brilhante, que sempre executou inúmeros trabalhos e tarefas com uma facilidade incrível. Grandes homens registraram sua marca na estória da humanidade: alguns famosos, muitos outros desconhecidos. No teto daquela igreja, no santuário; naquele móvel antigo, que tem tanta coisa pra contar, passaram as mãos de um artista anônimo. 

O trabalho árduo nem sempre é recompensado como merecia, porém, as mãos do artista anônimo estão ali marcadas como palavras de um belo poema sem assinatura, ou como as notas de uma bela composição musical de autor desconhecido. O significado que cada um cria pra si é mágico, faz o olhar se aprofundar, a cabeça refletir, e encanta o seu criador onde é que ele esteja. Para o artista (desenhista, restaurador de imóveis e móveis, inventor dos mais loucos objetos e alternativas, pai de família, avô) fica a presença eterna de seu trabalho, fica o amor construído, moldado, e gravado, nesta enorme bola azul redonda que não para de girar. Para a sua família, fica o orgulho, a memória movimentada de grandes lembranças, os ensinamentos absorvidos, e um grande aperto de mão de uma pessoa que lhe ama muito. Esta postagem deixa registrado um até logo. Na próxima viagem podemos transformar este aperto em um abraço. 

***Homenagem a Rubens Barbosa, meu avô. Um grande artista, um grande homem***             
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sábado, 31 de dezembro de 2011

Renovando as Esperanças

Último dia do ano e gostaria de parar o tempo por algumas horas. O tempo presente pode esperar um pouco, enquanto o pensamento voa longe nas asas da reflexão. Onze e onze da manhã, olhos fechados: é hora de viajar, puxar pequenos fios de memória com uma pinça, pavimentando uma estrada até então ‘esquecida’ que traz de volta momentos simples; momentos importantes; momentos felizes.  O tempo passa, e, geralmente, a felicidade é vista e entendida como algo de anos atrás. Mas não é bem assim. A felicidade não vai e vem. Ela sempre está aí, porém, dificilmente somos capazes de percebê-la. E o ano de 2011, teve sua dose de felicidade apesar de toda a ansiedade, correria, estresse, e problemas. Isso nós podemos eliminar do arquivo permanente de nossa memória. Importante mesmo, é reservar espaço para os amigos, para a família, sem nunca esquecer de dar valor ao afeto, carinho, amizade, alegria, e aos laços de união que mantém as pessoas unidas.

Último dia do ano e gostaria de parar o tempo pelo menos por alguns minutos para agradecer por tudo que a vida proporciona, mas é impossível. Os grãos de areia não param de cair na ampulheta. O ponteiro do relógio na velha parede da sala, não para de girar. O presente faz-se necessário para escrever a história deste mundo, e como protagonistas deste velho livro precisamos viver intensamente, acolhendo 2012 de um jeito energético, vigoroso, virando uma página de cada vez, sem reduzir nosso papel ao de coadjuvante. E também, sem desrespeitar o papel do outro indivíduo: todos nós temos espaço para trilhar o futuro em busca de um pôr-do-sol brilhante. "O tempo é a imagem movente da eternidade", dizia Platão. Então que venha mais um capítulo deste livro escrito por nós. Um brinde a 2012!

Imagem retirada deste link
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sábado, 30 de abril de 2011

Superação da deficiência física através do esporte

Equipes disputam partida de vôlei
sentado .
Acidentes, doenças, e armas de fogo. Milhões de pessoas no Brasil sabem bem o que algum deles representa: dificuldade de locomoção na cidade, preconceito velado, e muitas vezes o trauma do impacto da deficiência adquirida. Uma pesquisa feita em 2008 pela Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) mostra que os acidentes de trânsito são a principal causa de paraplegia e tetraplegia entre os pacientes atendidos pela instituição na cidade de São Paulo. Nos casos de acidentes, a maioria sofreu lesões medulares quando se envolveu em quedas de motos. O levantamento foi feito com 195 adultos e crianças atendidos com lesão medular na unidade da AACD no Ibirapuera, na Zona Sul de São Paulo. Deste total, 55 sofreram acidentes de trânsito, 52 foram feridos por armas de fogo, 27 tiveram quedas, oito acidentes de mergulho, um teve ferimento por arma branca e oito sofreram a lesão por outros motivos. 

Além disso, 44 pacientes tiveram causas não traumáticas da lesão, como tumores e infecções. Muitos desses pacientes não têm mais perspectiva de vida. Eles ficam traumatizados e escondidos em casa. É aí, que as portas do esporte se abrem. O esporte é uma excelente ferramenta para a inclusão dos deficientes físicos na sociedade. Independente da lesão que tenha causado a deficiência, um dos passos importantes para a reabilitação do paciente é o contato com algum esporte. Geralmente, a natação é o esporte mais recomendado pelos médicos. Porém, com o final da reabilitação do paciente, chega á hora de encarar novamente o mundo. E por que não encará-lo conhecendo um novo ambiente? Gols, cortadas, raquetadas, e os pontos e vitórias se acumulam. A paixão pelo esporte desenvolve-se rapidamente, e aquele deficiente físico, muitas vezes visto como coitadinho, mostra que não é bem assim. A linha entre o amadorismo e o profissionalismo é tênue. O treinamento e a rotina dos paraatletas é tão puxado ou mais que o treino de um atleta olímpico. O que falta para eles é atenção, reconhecimento e principalmente: patrocínio. Todos somos capazes. A fórmula da vitória é adaptar ao estilo de cada um. Assim sempre teremos campeões na vida, e no esporte.O lugar mais alto do pódio lhe aguarda.

Fontes: Entrevistas in loco
Foto de Guilherme Igor Campos Follow Fabricio_blog on Twitter

terça-feira, 15 de março de 2011

Momento Scliar

Neste novo espaço que denomino “Momento Scliar”, minha intenção é homenagear este grande escritor, que faleceu aos 73 anos, na semana passada. Desde já sinto muita falta da coluna que Moacyr Scliar escrevia no caderno cotidiano, na Folha. Eram segundas feiras de textos ficcionais sublimes, sempre baseados em notícias reais publicadas pelo jornal. Minha idéia nesta nova série de postagens é fazer o mesmo, me rendendo, claro, a minha falta de recursos literários em comparação ao mestre. Scliar publicou mais de setenta livros, entre crônicas, contos, ensaios, romances e literatura infanto-juvenil. Seu estilo leve e irônico lhe garantiu um público bastante amplo e fiel, que agradece cada palavra. Obrigado Scliar.

HONG KONG - Ao som de música ambiente vinda dos alto-falantes, Kelvin Kwong ajoelhou-se e declarou seu amor por sua noiva, Ashley Tse, diante de um grupo de barulhentos representantes da mídia. A festa de noivado dos dois, promovida no Dia de São Valentim, ou Dia dos Namorados, inaugurou o novo e fortemente promovido serviço nupcial dos restaurantes McDonald's em Hong Kong, os primeiros do mundo que oferecem McCasamentos.

New York Times, 14 de março de 2011.

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Eles estavam dividindo uma mesa, e mal sabiam que um ano depois estariam dividindo cama.
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Eles não se conheciam, mas foram obrigados a sentarem-se juntos à mesma mesa em uma lanchonete do Mc Donald´s. A educação falava mais alto. E por isso, pareciam estar sozinhos. Ambos eram muito tímidos e evitavam à todo preço falar ou manter contato visual. A concentração dela era toda focada no lanche, que era devorado com calma e tranqüilidade. Já ele não tinha concentração em nada. Atraído pelo charme da moça, não conseguia disfarçar o interesse nela. O silêncio na mesa dos dois era quebrado pelo falatório ao lado, que se multiplicava com conversas acaloradas e sem sentido. Na cabeça dele, a vontade de falar alguma coisa amadurecia, até que se decidiu: por um momento respirou fundo, tomou coragem e ofereceu a moça uma batata. Ela aceitou, com um sorriso no canto da boca, e comeu. No outro dia, encontraram-se no mesmo lugar. Dessa vez, quem ofereceu a batata foi ela. Movidos por um novo sentimento que aflorava, o almoço era a melhor coisa do dia. E o “fast food” se tornou uma rotina. Um ano e alguns meses depois, lá estavam eles entrando no Mc Donald’s, mas dessa vez para dar um passo diferente. A festa de noivado dos dois, promovida no Dia dos Namorados, inaugurava o Mc Casamento. Ali estavam todos os seus amigos e colegas,  para brindar com muito milk shake e sanduíches a Mc união. A batata venceu a timidez.                

Foto retirada deste link
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sábado, 12 de março de 2011

Dez comédias estúpidas para tardes chuvosas

Meu preferido na lista abaixo
Sou fã do crítico da Folha, diretor e produtor André Barcinsky, desde os tempos do programa "Garagem", na falecida Rádio Brasil 2000. Seu blog é uma leitura indispensável e faz parte da pasta de favoritos do meu computador. Em uma de suas últimas postagens, Barcinsky elegeu 10 comédias estúpidas para tardes chuvosas. Gostei da ideia, e agora é minha vez. Como o sábado – que segundo a previsão era de sol forte – deverá mostrar sua cara fechada com muita chuva, decidi escolher a minha lista. Porém, é importante ressaltar que meus eleitos foram diretamente influenciados pela sessão da tarde da Rede Globo, sendo que a maioria deles são os adoráveis pastelões adolescentes dos anos 80. Veja os escolhidos abaixo, coloque a pipoca para estourar e assista alguns momentos dos seus preferidos clicando nos nomes:

Um Morto muito Louco (Weekend at Bernie´s - Ted Kotcheff, 1989)

Dois grandes amigos, Larry Wilson (Andrew McCarthy) e Richard Parker (Jonathan Silverman), trabalham para Bernie Lomax (Terry Kiser) em uma companhia de seguros. Em um fim de semana na casa de praia do chefe, os amigos o encontram morto.

Sem Licença para Dirigir (License to Drive – Greg Beeman, 1988)
Les Anderson (Corey Haim) tem dezesseis anos e está ansioso para tirar habilitação e levar a garota de seus sonhos, Mercedes (Heather Graham), para um encontro. No entanto, Les não passa no exame de habilitação, o que não o impede de levar sua amada para sair no carro de seu avô.

Férias Frustradas (National Lampoons Vacation - Harold Ramis, 1983
Os Griswolds (Chevy Chase, Beverly D’Angelo) planejaram suas férias de verão em todos os detalhes. Saindo de Chicago eles vão cruzar o Oeste americano até o divertido parque Walley World. Tudo certo em seus mínimos detalhes, até pegarem a estrada. Daí em diante algumas centenas de imprevistos começam a acontecer. E isso é só o começo.

Milionário num Instante (Taking Care of Business – Arthur Hiller, 1990)
Jimmy Dworski (James Belushi) é um malandro que foge da prisão para assistir a final de um campeonato de beisebol. Mas logo depois de escapar ele acha a agenda de um executivo, Spencer Barnes (Charles Grodin), e assume sua identidade.

Um Príncipe em Nova York (Coming to America, John Landis, 1988)
Eddie Murphy faz o príncipe de um país na África que resolve ir aos Estados Unidos, para encontrar sua princesa, vivendo como um rapaz simples e pobre.

Corra que a polícia vem aí (Naked Gun - Zucker, Abrahams, 1988)
Primeiro filme da série, este é o melhor sem dúvida nenhuma. O tenente Frank Drebin (Leslie Nielsen) tenta salvar a Rainha da Inglaterra, ameaçada por um terrorista internacional (Ricardo Montalban).

Os Deuses Devem estar Loucos (The Gods Must be Crazy – Jamie Uys, 1980)
O piloto de um pequeno avião joga fora uma garrafa de vidro de Coca Cola. Essa garrafa cai próximo ao líder de uma tribo, em uma região deserta na África. Inicialmente o estranho artefato parece ser um presente dos deuses, com muitos usos a serem descobertos. Mas como há somente um frasco para dividir entre todos, os problemas começam.

Cegos, Surdos e Loucos (See no evil, Hear no evil – Arthur Hiller, 1989)
O dono de uma banca de jornais, Dave Lyons (Gene Wilder), que é surdo, dá um emprego para Wallace "Wally" Karue (Richard Pryor), que é cego. O assassinato perto da banca desencadeia uma série de fatos, e agora eles são perseguidos pela polícia e pelos bandidos.

A Vingança dos Nerds (Revenge of the Nerds – Jeff Kanew, 1984)
O enredo do filme satiriza um grupo de Nerds que tentam acabar com os abusos sofridos por eles, pela fraternidade Alpha Beta - sociedade modelo de atletas machistas

Loucademia de Polícia (Police Academy – Hugh Wilson, 1984)
Com o aumento da criminaliade, o novo prefeito da cidade determina que o departamento de polícia passe a aceitar todos os recrutas voluntários. A partir daí, as mais loucas figuras aparecem para o treinamento.

Fontes: Adoro Cinema - Blog André Barcinsky
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segunda-feira, 7 de março de 2011

Bons tempos

Da série "músicas pop que marcaram uma etapa da vida", tiro a poeira de um vídeo que assistia muito. Era impossível no início dos anos 90 ligar a tv na MTV por algumas horas e não esbarrar nas meninas do "4 Non Blondes".  Bons tempos!

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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Lost: O fim da febre

O calor insuportável da noite passada me fez perder o sono. O jeito foi ligar a tv, e na primeira zapeada de canais, encontrei Lost na Rede Globo. Apesar de a emissora dublar a série e assassinar o sotaque de alguns personagens, assisti até o fim. Fiquei muitos meses sem ver os passageiros do vôo 815, e o episódio de ontem me fez lembrar o desfecho interessante dessa febre que desde 2006 acompanho religiosamente. Como não deixei registrado minha impressão sobre o final de Lost, farei isso a seguir, portanto, se você não sabe o que aconteceu com Kate, Jack, Hurley, Jacob e o Homem de Preto, pare de ler agora!

O encerramento de Lost trouxe uma mensagem que estava lá desde o início: a de que todos os personagens se distinguiam por sua inerente solidão e que a única salvação para uma vitória coletiva seria a identificação do que é o 'Bem' e o que é o 'Mal'. A cena derradeira bebe do espiritismo e mostra que tudo aconteceu por uma razão: evoluir. E eles conseguiram alcançar o objetivo, passando por diversas provações após a morte na queda do avião. Sim, a ilha era uma espécie de limbo e lá estava a passagem para outra esfera, entre estações Dharma, números que se repetiam, e campos magnéticos que mudavam o eixo do tempo/espaço. Tudo muito complexo no eterno conflito entre a fé e a ciência, entre o Bem e o Mal, entre nós e os outros. E essa efervescência traz muitas interpretações. Decepções alheias de lado, eu gostei muito do final  e agora  estou órfão de séries. Necessito eleger outra para o lugar de Lost o quanto antes.  

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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Recortes da cidade

Domingo de sol, protetor solar, música nos ouvidos e tirei minha bicicleta da garagem para pedalar no novo trecho da ciclofaixa, que liga o parque do Povo ao Villa-Lobos (zona oeste de SP). A faixa foi inaugurada no domingo retrasado e funcionará sempre nesse dia, entre 7h e 14h. Com o trecho que vem do parque do Ibirapuera, a pista agora soma 15 km por sentido. Percorri o novo percurso em 45 minutos, parando em alguns semáforos. As faixas comportam entre dois e três ciclistas, mas ultrapassar é sempre um dilema para os inexperientes, já que vale tudo onde surgir um espaço. Nessa hora o que conta é o bom senso. O percurso passa por lugares planos (há apenas duas subidas), e foi muito bem escolhido pela equipe da Prefeitura. É uma forma de diversão aos domingos, porém a bicicleta como transporte diário permanece carente de ciclovias na cidade. Aprovei a ciclofaixa, porém é necessário tapar dois buracos de bueiros -um deles com um cone-, na rua Alvarenga,  ondulações na Valdemar Ferreira, e, quem sabe no futuro pensar em uma integração do Parque Villa-Lobos a pista da marginal Pinheiros.

Trilhando o caminho de volta.
As fotos pertencem a Fabricio Amorim.
Fonte: Catraca Livre/Estado de São Paulo
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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Renovando as esperanças

Rua 15 de Novembro,
São Paulo - 1911
Tive que pedir para o italiano falar pausadamente, pois não entendia o que aquele homem de rosto pontudo, bigode e chapéu tentava me dizer. A conversa não evoluiu e compreendi que o estrangeiro havia chegado a pouco tempo em nossa terra. Terminei rapidamente meu café e segui a pé na rua 15 de novembro, para pegar o bonde. A garoa fina era a principal característica de um dia nublado e feio. Aqueles eram meus últimos momentos nessa cidade provinciana de cerca de 300 mil habitantes, que experimentava uma rápida industrialização e respirava ares de progresso devido à intensa urbanização. Era também o último dia do ano de 1910, e eu estava ansioso para retornar. O Dr. Emmett Brown, virá me dar uma carona no final da tarde para retornar a 2010, mas para isso, era necessário chegar ao ponto de encontro em uma fazenda no Brás. Já dentro do bonde, não tive como não ouvir a conversa de dois cavalheiros que reclamavam muito da gestão do prefeito Antônio da Silva Prado. Há onze anos administrando a cidade, Prado era o exemplo do poder que a aristocracia cafeeira exercia na sociedade paulistana. Perdi logo o interesse naquele assunto. Todas minhas idéias estavam voltadas ao encontro com o Dr.Brown, e algumas horas depois nos encontramos. Acelerar o De Lorean e viajar pelo tempo como em um passe de mágica, me fazem pensar se a história pode ser mudada. A alteração do passado criaria uma história paralela? O ano de 1910 pode ser alterado? E 2010? Creio que o que passou, passou. Vou deixar o De Lorean na garagem. Melhor voltar a viver um dia de cada vez. Um ótimo ano de 2011 para todos!!!
Meu De Lorean bem guardado na garagem.
*** O De Lorean ficou muito famoso no filme "De volta para o futuro", onde os personagens o utilizavam para realizar viagens no tempo***
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Recortes da cidade

Sósia de Roberto Carlos faz sucesso
entre as pessoas na avenida Paulista.
 A corrida Internacional de São Silvestre voltou a ter uma comemoração verde amarela. Quatro anos depois da última conquista de um corredor brasileiro, Marílson Gomes dos Santos, voltou a cruzar a faixa em primeiro, deixando os perigosos quenianos para trás. Foi o terceiro título de Marílson que fez um tempo de 44s07. No feminino, a vencedora foi a queniana Alice Timbilili, campeã de 2007, com direito a recorde. Enquanto escrevo esta postagem, muitos atletas anônimos correm para atingir seus próprios objetivos. O que vale é a festa e sobreviver a subida da avenida Brigadeiro Luís Antônio, para aproveitar a comemoração da virada do ano na avenida  Paulista, cantando as velhas canções do rei Roberto.

Atletas anônimos á espera da largada.
Fotos de Fabrício Amorim.
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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Recortes da cidade

As subprefeituras de cada região de São Paulo, fizeram o dever de casa durante o ano para a prova da temporada de chuvas? A água começou a cair e já temos árvores no chão. Segundo a CET foram 14 árvores somente nesta segunda. Quero ver a nota do poder público no fim do verão.

Árvore cai após chuva forte no bairro do Brooklin
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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Virada Cultural 2010: Som e Fúria

É mais do mesmo falar das deficiências da Virada Cultural, em São Paulo. Não quero repetir a postagem do ano passado, mas lá vou eu escrever sobre o lixo excessivo nas ruas, e a falta de banheiros químicos pelo centro. Além disso, já é normal as paredes de lojas e prédios clássicos virarem mictórios. Alguns problemas foram resolvidos em relação à quinta edição do evento, como o aumento da estrutura do palco, o que melhorou a visualização do artista para quem está longe, ou o espaçamento entre os shows que acabou com o efeito “panela de pressão”. Infelizmente neste sexto ano houve uma morte de um menor de idade, esfaqueado na avenida São João. Reparei que a polícia estava presente nas principais esquinas, mas os homens da PM pareciam apáticos, como se fossem guias de rua. O centro da cidade na madrugada vive somente durante o evento, ou melhor, renasce das cinzas das pedras da cracolândia. O problema crônico do vício no craque parece sem solução. Ás 2 da manhã na rua Gusmões, o isqueiro continuava acendendo e apagando a alma dos pobres viciados, que se amontoavam na calçada como bichos entre cobertores e sujeira. É a fúria dos angustiados ao lado do som dos que não estão nem aí para esta situação. E eu sou um deles, já que faço parte dessa sociedade que nada faz para ajudá-los e nada faz pela revitalização do centro velho. A prefeitura estima que 4 milhões de pessoas frequentaram a Virada, o mesmo número do ano passado, porém parece que todo mundo resolveu se alimentar de hora em hora no mesmo momento. As filas para comer um simples sanduíche de procedência duvidosa eram enormes, e as barracas de pastéis (que constavam da programação) faziam os clientes quase saírem no tapa para encaminhar seu pedido. Algumas atividades como exposições, cinemas, dança e teatro também eram o inferno na Terra. Pelo menos a diversidade dos palcos, que trouxeram diversas tribos ao evento valeram muito a pena com o registro de poucas brigas. Assisti aos shows dos remanescentes do Buena Vista, Pablo Moses e Fully Fullwood no reggae, Living Colour e Big Brother (banda de Janis Joplin) no rock, mas meus destaques foram ás apresentações dos paraibanos do Cabruêra no palco independente e Booker T. Jones (soul-blues) na São João. Deixo abaixo dois vídeos com palhinhas dos eleitos. Ano que vem teremos mais do mesmo na Virada 2011, ou os artistas serão o destaque dessa vez? Com a sabedoria de quem foi a todas as edições, balanço a cabeça. A resposta é não.

Booker T. na avenida São João

Cabruêra na FIG
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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

35 dias iguais

Parafraseando duas frases na postagem do dia 22 de dezembro de 2008, trago as seguintes palavras para hoje: “Eu sempre gostei tanto de ler um livro ou de dormir com o barulho de chuva batendo na janela. Uma sensação de paz interior se abatia contra mim. Agora não será mais assim”. Infelizmente eu estava correto. Pouco mais de um ano depois, o bom sono da madrugada foi interrompido pelas águas de um alagamento em meu bairro. Não desejo a experiência de ver a enchente invadindo sua casa para ninguém. Ás 3 da manhã, larguei o meu aconchego, e fui para a rua alagada esperando ter um pouco de sorte para que a água não subisse mais. Cada tempestade que castiga a cidade preocupa a população e toda  vez é a mesma situação à 35 dias. Ontem São Paulo completou mais um ano de vida e não há nada para comemorar. A cada aniversário, a cidade ganha uma pesquisa com números exorbitantes dos descontentes que, se pudessem, escolheriam outro lugar para morar. Todo dia 25 de janeiro é sempre a mesma coisa, já que as reportagens de destaque na mídia sublinham a tragédia urbana, o medo, a poluição, a falta de educação e os alagamentos que deixam à selva de concreto em pânico. Sou descontente com tudo isso, mas entro no grupo daqueles que odeiam amar São Paulo. É fato que esta é a cidade mais interessante do país, apesar de o poder público não estar à sua altura. De um lado, há uma metrópole repleta de oportunidades. Do outro, políticos que a veem apenas como trampolim. Como creio que recordar é viver, o momento é propício para terminar esta postagem ‘com o pé na água’, lembrando mais uma frase antiga que deve ser atualizada: “Quem vive ‘na pele’ o ensaio do caos sabe a dificuldade e a preocupação que se aliam a ansiedade pelo término da chuva”. Ficou claro que o ensaio acabou. Agora é pra valer.
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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Renovando as esperanças

A cidade de São Paulo vive na correria 364 dias do ano. No dia 31 de dezembro, o movimento na maior cidade do país é muito tranqüilo, perfeito para tirar a bicicleta da garagem. E foi o que fiz logo cedo, inspirado pela postagem que fiz aqui no blog no último dia de 2008, onde lembrei o sossego que era pedalar sem a diária guerra urbana atrás de um espaço no trânsito. Então saquei meu mp3, tirei a poeira da minha ‘magrela’ e saí em direção ao parque do Ibirapuera. Após umas voltas na ciclovia, resolvi ligar o botão do automático de minha bike na avenida Brasil, e comecei a pedalar sendo conduzido pelo vento. O som alto dos Rolling Stones, e a ladeira ao lado do Parque Zilda Natel me levaram ao estádio do Pacaembu. Então parei na feira da praça Charles Miller e fui apreciar a barraca de pastéis da dona Maria – que recebeu no final do mês de outubro, o prêmio de melhor pastel da cidade em 2009. Posso afirmar que realmente é tudo isso. A disputa é ferrenha com o sabor do pastel do Mercado Municipal. Em uma próxima ocasião tiro essa dúvida. Voltei a pedalar descendo a Consolação em direção a Paulista. A avenida que é o espelho da loucura da cidade, está tomada de turistas e pessoas passeando, observando o término da montagem para a festa de reveillon e a largada da corrida de São Silvestre que comemora a sua edição de número 85. A corrida é uma celebração dos corredores anônimos, que só querem saber de completar a prova e aparecer na câmera da Rede Globo. Mas entre os profissionais o duelo é acirrado entre brasileiros e quenianos pelo primeiro lugar. O último brasileiro a deixar os africanos para trás foi Franck Caldeira, em 2006. Este ano a prova contará com 21 mil participantes. No meio da multidão estará Michael Jackson, entre outras figuras esquisitas que fazem a festa ficar mais divertida, porém a ambição dos amadores é só completar a prova. Perguntei a Jackson se pretendia terminar a prova e ele respondeu: “vou dançar moonwalk na linha de chegada..”. Desejei boa sorte ao rapaz e voltei a pedalar, descendo a ladeira da Joaquim Eugênio. E que bom seria se existisse a liberdade e tranqüilidade no fim de semana para dar uma volta de bicicleta, como no dia de hoje. Mesmo sem as ciclovias que praticamente não existem nas ruas da cidade. Fica o sonho, entre muitos outros, renovando a esperança, para um excelente 2010.

Feliz ano novo a todos!!!
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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

FEB - Heróis Esquecidos

No final dos anos 30, os regimes totalitários estavam consolidados em países de grande importância na Europa, como na Espanha de Franco, na Itália com Mussolini, Salazar em Portugal, Stalin na União Soviética. O Brasil vivia a ditadura Vargas e mantinha boas relações comerciais com Alemanha e Itália, inclusive com a importação de armamentos e submarinos. Em 1939, o regime nazista estava consolidado por toda a Alemanha. O austríaco Adolf Hitler, sempre foi contra o Tratado de Versalhes, - que foi um acordo pôs fim a primeira guerra mundial e fez a Alemanha perder uma parte de seu território. Então Hitler observou a fragilidade no comando de países vizinhos e ordenou a invasão da Aústria e metade da Polônia que foram anexadas ao Estado alemão. A outra metade da Polônia ficou com a União Soviética, que depois foi traída por Hitler, e se tornou seu principal inimigo. O ditador alemão possuía um exército poderoso e bem treinado, que tinha como tática principal a Blitzkrieg, que era um ataque rápido e bem coordenado entre aviação, artilharia e infantaria. Além disso, Hitler tinha a ideologia de uma raça superior, pregava a exclusão de minorias étnicas e religiosas, o fim do comunismo entre outros princípios, que segundo ele iriam enriquecer a raça humana. A partir da invasão da Polônia, os aliados (Inglaterra, França e depois Estados Unidos) declararam o conflito onde a Alemanha contou com o apoio do Japão, do imperador Hirohito, e da Itália, de Mussolini formando os países do Eixo.

No Brasil, mesmo com a simpatia que o governo de Vargas tinha com os regimes totalitários, e com boatos silenciosos que nosso governante iria se aliar ao Eixo, o país resolveu permanecer neutro na guerra. Esse posicionamento de neutralidade foi mantido até 1942, quando aconteceu a conferência dos países sul-americanos no Rio de Janeiro. A reunião decidiu condenar os ataques japoneses aos Estados Unidos, e romper relações diplomáticas com os países do Eixo: Alemanha, Itália e Japão. A decisão foi tomada a contragosto de Vargas que temia represálias dos alemães. O pensamento de Getúlio não estava errado. Não demorou muito tempo e começaram os ataques e afundamentos de navios brasileiros por submarinos do Eixo, ocasionando centenas de vítimas civis brasileiras. No total, 21 submarinos alemães e 2 italianos afundaram 34 navios mercantes brasileiros, acarretando 1.691 náufragos e 971 mortes. Após a pressão popular e da imprensa, em 1942, Vargas declarou estado de guerra no país, e começou à negociar com o presidente dos EUA, Franklin Roosevelt - que pedia a instalação de bases aéreas no nordeste do Brasil, para fortalecer a estratégia de logística. Assim, Getúlio permitiu a entrada dos americanos no nosso país, recebeu em troca de um apoio financeiro e técnico para a construção de uma siderúrgica, e prometeu enviar combatentes para auxiliar os exércitos aliados.

Então o Brasil convocou 25 mil homens, que tinham a missão de combater as forças do Eixo. O país demorou dois anos para treinar e enviar seus combatentes. Em 1944, os pracinhas da Força Expedicionária Brasileira (FEB) foram enviados a guerra. No dia 30 de junho de 1944, embarcou o primeiro escalão contendo 6.000 combatentes brasileiros que não sabiam para onde iriam exatamente. Na época, o Eixo havia tomado à Noruega, França, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Polônia, Dinamarca, enquanto a Inglaterra amargava o início da invasão. Outros países europeus Portugal, Espanha, Suíça e Suécia, não foram dominados e se mantiveram neutros na guerra - concordavam com quem vencesse. Chegando à Itália, a FEB desembarcou na cidade de Nápoles e se incorporou-se ao IV Corpo de Exército Americano, dando início as suas operações de combate no princípio de setembro de 1944. Os combatentes brasileiros lutaram contra tropas altamente experientes, transferidas por Hitler do front russo, em terreno montanhoso. O Eixo possuía uma posição privilegiada de defesa, e se aproveitavam da altitude da cordilheira dos Apeninos. Outra grande complicação, tirando o inimigo, foram ás inclemências do tempo, inclusive os rigores do inverno, com temperatura de 20 graus negativos, fora a sensação térmica. Enfrentando todas as dificuldades que uma guerra impõe, os pracinhas acabaram com a resistência nazista. As batalhas de Monte Castello, Castelnuovo, Montese, Colecchio e Fornovo foram os principais conflitos em que a FEB se envolveu. Foram 239 dias de ação contínua contra o inimigo – nove meses de operações( setembro de 1944 – maio de 1945). A FEB enfrentou continuamente 10 divisões alemãs, 3 divisões italianas e somou 20,5 mil prisioneiros em combate.


Documentário – Heróis Esquecidos

Este texto acima é um pequeno resumo da ampla pesquisa que realizei sobre o Brasil na segunda guerra. Em meados de junho, antes do início das aulas na faculdade, já pensava em um tema para retratar na disciplina ‘documentário em vídeo’. No final da mês, a ideia de falar sobre a Força Expedicionária se tornou muito forte para ser derrubada. No primeiro dia de retorno as aulas, minha orientadora aceitou prontamente que eu seguisse com o projeto. Me reuni com três colegas e fechamos um grupo que lutou até o fim como em um combate. Muitas dificuldades foram surgindo no decorrer da produção do documentário, porém o que mais deixa chateado é a falta de estrutura da faculdade para fazer um bom trabalho. Prefiro nem aprofundar esse aspecto triste, mas é vergonhoso ter que disputar “no tapa” um horário para editar o filme. Gravamos todo o material com uma mini-dv, já que não havia um técnico (câmera) disponível. O resultado foi um enquadramento um pouco amador, mas que deu um clima “cult” no final das contas. Foram entrevistados 11 veteranos que foram a Itália lutar contra as forças do Eixo, no museu da Associação dos ex-combatentes – seção São Paulo. O nome “Heróis Esquecidos” nasceu de declarações dos próprios ex-combatentes, que se sentem um pouco excluídos de uma parte de nossa história. Os pracinhas brasileiros foram lutar pela liberdade e pela democracia no velho continente e impedir a proliferação do fascismo no mundo, mesmo vivendo no Brasil a ditadura ferrenha de Vargas. Peço ao leitor do blog que veja o vídeo abaixo, que foi o resultado de muito esforço e dedicação de Fabrício Amorim, Raphael Valente, Luiz Ferreira e Gabriel Nunes. O roteiro, a trilha sonora e toda a realização foram feitos por nós. O curta metragem sintetiza um pouco da história da FEB, tem 22 minutos, divididos em três partes. Estoure sua pipoca, assista ao filme!




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domingo, 6 de dezembro de 2009

Festival Maquinária

O mês de novembro foi bem corrido para este blogueiro. Ainda não tive a oportunidade de escrever sobre os três grandes shows que rolaram aqui por Sampa: Jane´s Addiction, Faith No More e AC/DC. Vou começar pelo dia 7 de novembro com o Festival Maquinaria, na Chácara do Jockey. Cheguei na hora do show do Deftones, e perdi os dois nacionais que abriram o festival: Nação Zumbi e Sepultura. Nada contra os brazucas, mas estou ficando velho e tantas horas de pé, pulando e disputando espaço cansa este ancião do rock. O peso do Deftones foi até interessante, mas é um som que tenta fugir do rótulo de new metal, e é enlatado e fraco. O segundo nome internacional a tocar foi o grupo californiano Jane's Addiction, que começou o show com o sol praticamente posto e clima mais ameno. Os primeiros acordes soam da guitarra de Dave Navarro, e o show foi se desenvolvendo, sempre muito consistente, com uma harmonia perfeita entre os integrantes, que são tecnicamente perfeitos em cada movimento. Navarro seguia a cada música concentrado em sua guitarra, até em Three Days provar que a guitarra realmente era uma extensão de seu corpo. A apresentação se destacou pelo visual, por conta da estampa psicodélica que servia de cenário para a banda e pelo empenho dos integrantes do grupo em mostrar uma performance que vai além da música. Outro atrativo do show foi a presença de duas dançarinas que, com roupas sensuais, animaram o público. O Jane´s subiu muito o nível musical com grandes clássicos do fim dos anos 80 e empolgou a galera que nunca tinha ouvido seu som. Sem dúvida foi melhor que a principal atração, que viria em seguida, com todo o respeito que o Faith no More merece.
Por volta de 21h50, o vocalista Mike Patton entra de guarda-chuva e tira aplausos e risos da platéia molhada pela insistente chuva. O show Faith no more foi muito bom, mas os fãs sentiram falta de alguns clássicos, como 'Falling to pieces'. O vozeirão de Patton passava sem tranco, do romantismo para a pauleira, mudando de tom em uma facilidade espantosa. As viradas sempre precisas do baterista Mike Bordin, pontuavam a excelência da banda. A música "Digging the Grave" fechou a noite com a categoria merecida. Coloco abaixo um vídeo que prova tudo o que disse acima. Quem assistir, pode ter a ideia de quem foi melhor. Deixando a polêmica de lado, no próxima postagem falarei do AC/DC. Clique aqui e veja a abertura do show do Jane´s. E neste link para ver Faith no More.



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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Adote um cão


No início da noite do último domingo, fui dar uma longa caminhada com meu cão. Há mais de 10 quadras de casa, me deparei com um cachorro abandonado que já veio prontamente nos cumprimentar. A partir daí, ele começou a seguir a gente e só parou na porta de minha casa. Não sei dizer por que uma coisa dessas acontece comigo. Me perguntei se estava magrinho demais e se o cão me via como um “osso ambulante”, ou talvez, ele sentiu o cheiro de petisco em minha mão e achou que era açougueiro ou dono de pet shop. O motivo para o novo amigo colar e não desgrudar não faço idéia, mas logo de cara o cão deve ter sentido que eu iria fazer alguma coisa para ajuda-lo. Enquanto escrevo este post, ele está sozinho na praça próxima a minha residência. O vira-lata é brincalhão, tem aproximadamente dois anos e é extremamente carente. Chega até a ser um pouco bobão – perfeito para idosos e crianças. Já observei ele bastante, e posso afirmar que tinha dono e foi abandonado. É realmente lamentável a falta de humanidade de certos indivíduos que nem merecem uma classificação. Espero que apareça algum ser humano disposto a levar um novo amigo para casa. Adote um cão! Se tiver interesse e morar na região metropolitana de São Paulo, deixe um comentário com o e-mail.

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sábado, 19 de setembro de 2009

Primeiro aniversário do blog

O blog Farofa Apimentada, faz um ano de existência no dia de hoje. Foram 204 postagens, não sei quantos comentários – não tive paciência de contar, porém não foram muitos - e a política predominou nos assuntos retratados. Sinceramente tenho que confessar: não era minha intenção inicial. Gostaria de ter falado mais sobre música, esporte e cinema, mas os acontecimentos políticos ferveram minha cabeça, e não tinha como não me manifestar. Iniciei os “trabalhos” do blog com o texto “O sonho do Pink Floyd original acabou” e “Mistério e morte aos 27”, falando sobre o fim do sonho de ver os integrantes do Floyd novamente reunidos e a estranha coincidência entre ícones da música e a morte nessa idade referida. Na realidade o Farofa nasceu com a idéia de registrar esses dois assuntos de alguma forma. Há um ano atrás, enquanto configurava a linha que seguiria, cheguei à conclusão que iria falar de um pouco de tudo, sem ordem definida. Logo percebi que incluiria minha opinião, porque a informação, o leitor acessa em portais e sites. O negócio aqui é ferver um caldeirão de temas, que compõe uma farofa com a pimenta necessária para dar um tempero na discussão que os comentários podem fazer surgir. Apesar de quase ter excluído o Farofa em uma ocasião em que estava cansado de escrever, estou satisfeito com boa parte dos assuntos que foram tratados e continuarei firme e forte rumo a “segunda temporada”. Nesse tempo de existência, os dois textos mais acessados do blog foram “Viagem ao Pesadelo” e “11 grandes frases de jogadores de futebol”. Na minha visão, estão longe de serem meus preferidos. Meus destaques são: “A primeira escola de samba”, “Vizinhos de altos interesses” e “Montado o cenário para 2010”. De qualquer forma, agradeço a todos que frequentam o blog, comentam as postagens, e peço que perdoem minha falta de tempo pra retribuir visitas. Um brinde galera! Um abraço a todos.

Links para as postagens citadas:

"Viagem ao Pesadelo"
"11 grandes frases de jogadores de futebol"
"A primeira escola de samba"
"Vizinhos de altos interesses"
"Montado o cenário para 2010"

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Estante Virtual

Sou mais um daqueles “ratos de sebo” que investiga minuciosamente cada estante do estabelecimento. Não perco nada: livros, revistas, fitas VHS, discos de vinil, etc. No começo deste mês por indicação de uma amiga de meu pai, descobri o portal Estante Virtual. O site é uma poderosa ferramenta que lista mais de 1.500 sebos em todo o Brasil, e facilita muito a vida de estudantes e professores. É impressionante a variedade do acervo de títulos que podem ser encontrados. Encontrei alguns livros raros, que estavam em minha lista de favoritos há muito tempo. Quem não conhece, realmente vale a pena acessar, e lamentar se aquele livro que tanto procura, estiver do outro lado do país.

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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Bourboun Street Fest 2009

Virou tradição nesta época do ano prestigiar a boa música de New Orleans, no aclamado evento que o Bourboun Street promove todos os anos em São Paulo. O pontapé inicial da sétima edição começa neste sabadão, dia 15, no parque do Ibirapuera com 4 atrações gratuitas, a partir das 15h30. O festival conserva uma receita musical eclética que mistura jazz, blues, soul e funk em um caldeirão fervente de diversidade, que traz sempre grandes bandas. O som de boa qualidade continua na outra semana, domingo (23), finalizando mais um ano de evento na rua do Bourboun. O endereço, na rua dos Chanés, ao lado do shopping ibirapuera, é de fácil acesso, apesar do aperto na multidão, que representa o sucesso crescente com o passar dos anos. Acesse o site bourbonstreetfest.com.br e ouça uma canja da programação desta edição. Meu destaque vai para o grupo Big Sam´s Funky Nation que faz um groove/funk com elementos do Rhythm and Blues. Esse show não perco por nada!

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