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sábado, 15 de dezembro de 2012

Desabafo de um ex-louco


Não sei exatamente quando foi que comecei a me desvencilhar do pensamento apaixonado que não me deixava enxergar à mais de dois palmos a frente. Talvez tenha sido no lento processo de apreciar o futebol e o jornalismo esportivo de uma maneira completa. Pode ser. O certo é que antes era tudo branco e preto, e por isso, não existia espaço para cogitar sequer falar sobre outras cores. A conversa comigo sobre assuntos que envolviam outros clubes era baseada no discurso vazio da paixão. O meu time é melhor porque é, e pronto! O time que torço tem a maior torcida, a que vai mais ao estádio, possuímos grandes conquistas e amamos mais essa camisa em comparação com o amor que os outros torcedores têm pela camisa adversária.
            
            Entretanto, esse tempo se foi e me desgarrei da manada de loucos que é guiada por uma visão turva, embaçada, completamente deturpada, fato que não é diferente em outros clubes. Pelo contrário. Todos os times grandes, seja de qualquer Estado, têm uma massa de pessoas que acredita veementemente que sua agremiação é superior, acreditando em elaboradas teorias. E poxa, não tem nada demais deixar o fanatismo exacerbado tomar conta. É uma escolha, um direito do torcedor. No entanto, não venham destilar esse papo abjeto de que cartolas corruptos só existem em clube ‘a’ ou ‘b’, ou que o campeonato ‘x’ foi comprado, entre outras tantos vômitos de palavras em vão, sem provas, sem cabimento. Neste caso, o torcedor tem absoluta certeza que a grama do seu quintal sempre é mais verde que a do vizinho.
            O pior é onde esse pensamento leva alguns fanáticos. Surge, então, o discurso de ódio que vem amparado, além de outros argumentos, através das supostas irregularidades do adversário. “Seu time é isto, é aquilo e por isso vou dar muita risada se for para a segunda divisão do campeonato”. Tá. A aversão, raiva, repulsa pelo outro alimenta um sentimento ruim que ainda deseja a segregação. “Eles lá se ferrando, e nós aqui ganhando títulos”. Está aí a máxima desses devotos: desejar a ruína do adversário até que ele sucumba e aceite a soberania do outro. Somente importa o predomínio total e irrestrito desta esquadra fantástica de jogadores. O resto é balela, e é bom o oponente aceitar, caso contrário, a pancada come solta como nos ‘bons’ tempos feudais. Tudo isso em nome da bola. Tudo em nome de gols e títulos magníficos. 

            A arte só pode ser realizada por 11 jogadores de camisa ‘y’. Imagino como seria a comemoração de alguns ‘apaixonados’ ao observar a decadência do adversário que caiu no abismo e se apequenou a ponto de fechar as portas. Certamente, tal fato seria comemorado por alguns irracionais que não vêem que um time grande depende do outro. E definitivamente, o futebol iria se tornar reduto para os verdadeiros campeões, donos da soberba, da empáfia da bola e do melhor time de futebol de todos os tempos.
 
  

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Marcos - lembrança e pesadelo de um Corintiano

Lembro bem daquela terça à noite que parou a cidade de São Paulo (06/06/2000). Não fui ao estádio, mas já estava sentado no sofá em frente à televisão, aguardando ansiosamente o grande jogo. O clássico Corinthians x Palmeiras sempre teve um gosto diferente. E naquela noite, o gosto era temperado por um ingrediente apimentado para ambas as torcidas: a vaga na final da Taça Libertadores da América. Não existia, e ainda hoje não existe, prato mais saboroso do que vencer a competição sul americana - carimbando a passagem ao mundial (interclubes na época) - fato que o Palmeiras tinha concretizado no ano anterior, passando nas quartas de final pelo mesmo rival.
Lembro bem daquela terça à noite. Candidatos a herói não faltavam, e no duelo central entre Marcelinho Carioca x Marcos, o goleiro se saiu melhor. Nascia ali São Marcos. Nascia ali um ídolo da torcida palmeirense. Nascia ali um cara odiado por mais de 25 milhões de torcedores corintianos, incluso eu. Na história do Corinthians, nunca houve quarta, quinta, sexta feira pior. Na história dos torcedores do clube, nunca houve tanta brincadeira, tanta zombaria. É, não foi fácil não, mas tínhamos que reconhecer o valor da equipe do Palmeiras, e o brilho de Marcos.
Lembro bem das madrugadas da Copa do Mundo de 2002 (Coréia/ Japão). Não fui aos estádios acompanhar a seleção, mas já estava sentado no sofá em frente à televisão, aguardando ansiosamente os jogos. A equipe de Scolari, apesar de desacreditada e contestada, provou o seu valor: no ataque um 'fenômeno' voltando em grande estilo de uma complicada lesão; na defesa um santo, São Marcos, uma verdadeira muralha nos jogos contra Bélgica, Inglaterra, e Turquia. Não poderia ter dado outra: Brasil campeão, com Ronaldo eleito o melhor da Copa pela imprensa (achei Rivaldo); e Marcos o  melhor goleiro (FIFA achou  Kahn – piada). Naqueles meses de junho e julho, os 25 milhões de torcedores Corintianos apagaram as mágoas com o goleiro do Palmeiras e aprenderam a, no mínimo, respeitar a figura de Marcos. E não foram somente os alvinegros. Todas as torcidas passaram a respeitar o grande  goleiro, grande profissional, que sempre deu declarações recheadas de sinceridade, ocasionando quase sempre polêmicas apimentadas.
Lembro bem de outros inúmeros lances do grande goleiro que pendurou as luvas e as chuteiras ontem. A aposentadoria de Marcos (20 anos de Palmeiras, 530 jogos) marca o fim da era da identidade dos grandes ídolos com um clube. Creio que dificilmente Deola faça carreira no alviverde, caso seja sondado por clubes do exterior. Marcos deixa uma bela história no Palmeiras e na seleção brasileira, além de ter sido protagonista de uma página muito triste na história do meu Coringão. Mas é isso aí, futebol é rivalidade, emoção, bola na rede, e no final alguém tem que ser o campeão. Naquela noite de terça feira, do ano 2000, o Palmeiras foi mais competente, o Palmeiras foi melhor, e mereceu ir a final em busca do título (que não veio). Naquela noite Marcos colocava de uma vez por todas seu nome entre os grandes ídolos do Palmeiras. Tristeza de uns, felicidade de outros. O resto é história.     


Semifinal da Taça Libertadores da América (2000) - Jogo completo!!!


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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Messi, o artista em busca da sua obra prima: Copa do Mundo - Brasil 2014


Messi comemora título 
No início de 2006, em uma praia de Florianópolis, eu conversava com um argentino sobre futebol e tínhamos um consenso: Ronaldinho Gaúcho era o melhor jogador do mundo naquele momento. Antes da Copa do Mundo – no mesmo ano - cogitava-se até que ele superaria Maradona, tornando-se um dos maiores jogadores de todos os tempos, mas após o Mundial, as expectativas irreais e exageradas caíram por terra. No mesmo papo, o argentino exaltou as qualidades de Messi (meia e atacante), afirmando que ele seria um grande craque. O hermano tinha razão!


Hoje, o jogador argentino de 24 anos é uma feliz realidade para os amantes do futebol, desfilando sua arte, categoria, e habilidade, em um dos melhores times já formados na história do futebol. O Barcelona é pura magia. E para Lionel Messi, o céu não é o limite. Estamos diante de um artista no auge da sua inspiração, construindo sua obra: o craque superou a casa dos 200 gols pelo Barcelona e caminha para ser o maior artilheiro da história do time catalão, pelo qual ele já conquistou 18 títulos. Sim, 18 títulos!  No início de janeiro, Messi deverá  ser eleito pela terceira vez consecutiva pela Fifa o melhor do mundo, algo inédito. Igualará Ronaldo e Zidane em troféus do tipo.

 Em 2011, Messi já anotou um total de 55 gols, seu recorde num ano: marcou pelo Mundial de Clubes, pela Copa dos Campeões, pelo Espanhol, pela Copa do Rei e pelas Supercopas tanto de Europa quanto de Espanha. Se em 2012, e 2013, o argentino manter sua regularidade, levando a Argentina à classificação para a Copa de 2014, estaremos registrando a história de um jogador que estará bem próximo do topo, assim como Ronaldinho, - mas com muito mais força, muito mais futebol dado a diferença no estilo de jogar de ambos. Na próxima Copa, Messi estará bem maduro para o futebol - 27 anos de idade -  um ano a mais que Maradona na Copa de 1986. Ganhar a Copa do Mundo, dentro da casa de seu principal rival, sendo decisivo na conquista da taça, levará Messi ao patamar de Maradona. Será a obra prima de um artista de talento raro. Como torcedor da seleção brasileira, espero que esse exercício de futurologia não se concretize, mas, como amante do bom futebol - e jornalista que estará presente na cobertura do evento - aguardo somente futebol da melhor qualidade. De qualquer forma, é importante acompanhar Messi de perto, assistir a todos os seus jogos no Barcelona ou na seleção Argentina e guardar na memória todos os movimentos de um craque brilhante com jogadas inesquecíveis.

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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Recado para torcedores exaltados

Torcedores do Juventus da Mooca
A exaltação, o delírio, e a paixão cega de alguns torcedores de futebol nas redes sociais têm tornado o debate do esporte chato. Um exemplo: o Facebook. Qualquer comentário que você faça na rede social vem acompanhado de intolerância, piadinhas infames, idéias preconceituosas, e a pompa, a ostentação de riqueza: minha sala de troféus é maior do que a sua. Sabe aquela sala de troféus totalmente iluminada para realçar o brilho das grandes conquistas em campo? Sim, na discussão entre torcedores, este assunto impera. Meu time é melhor do que o seu, porque você não ganhou o campeonato ‘x’, ou foi vice no ‘y’, e você é um estúpido de torcer por ele.

Geralmente, esse tipo de comentário vem acompanhado de um ‘kkkkk’ para mostrar que o cara ainda está rindo copiosamente da sua cara. É inegável que esse tipo de comportamento foi acirrado pelas inflamadas declarações de dirigentes de clubes, que sempre tem mais espaço do que deveriam para soltar suas palavras apimentadas e tempestuosas.

Mas o torcedor guiado pela cegueira de seu amor perde a noção e a razão, tornando-se um selvagem, um irracional, discutindo ou marcando confrontos via redes sociais, ampliando a violência. Fazendo uma análise fria, você defende com garras e unhas, e usa de violência para defender a honra e a história de uma ‘empresa’ que está incluída em um sistema milionário. A pedra que você atira no vidro do carro blindado volta na sua cara. É muito bom ter o melhor time, aquele finalista de todos os principais campeonatos, e ter indiscutivelmente uma grande escola de futebol, porém, a emoção não pode se desvincular da razão.

O Corintiano, Palmeirense, ou São Paulino, que admite torcer contra o Santos no Mundial de Clubes, ou o anti-Corintiano que antes do jogo final fez diversas piadas ligando a morte de Sócrates com a possível derrota do Corinthians, não sabem o que é a essência do futebol. Talvez, torcedores de times pequenos como o Juventus da Mooca, ou América do Rio de Janeiro, pudessem dar uma palestra, para explicar o que é torcer, amar um clube de verdade, e como é brincar com o adversário derrotado, ou saudar o vitorioso. Reconhecer mérito pelo seu êxito, e buscar ser o melhor na próxima vez. Esse é o esporte. Esse é o futebol.          

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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Segunda pele

Junho de 1993, setembro de 2011. Não, ninguém morreu. Este é o longo período de atividade de Rogério Ceni, 38, como goleiro do São Paulo Futebol Clube. Ontem, no Morumbi, diante do Atlético Mineiro, 63.500, tricolores acompanharam o milésimo jogo de Ceni com a única camisa que ele conhece, justamente no dia que se completou 21 anos de sua chegada ao São Paulo. No futebol brasileiro, apenas dois jogadores tiveram feitos semelhantes. Pelé, o maior da história do futebol com números imbatíveis, atuou 1.114 vezes pelo Santos; e Roberto Dinamite fez 1.065 partidas no Vasco, clube que hoje preside. Mas os tempos eram outros. Até os anos 1980, o mercado da bola levava poucos jogadores para o exterior, e por essa razão muitos nomes tornavam-se ‘prata da casa’. A história começou a mudar com a globalização que atingiu em cheio o futebol no meio dos anos 1990. Constituir fortuna, brilhar em gramados europeus e ser reconhecido para atuar na seleção brasileira passou a ser o objetivo mor.  

No caso dos goleiros o papo muda um pouco. Nas várzeas brasileiras, o gol sempre foi destinado ao moleque ‘grosso’, ruim de bola. O goleiro brasileiro também nunca foi muito respeitado lá fora, até que Taffarel mudou este cenário. Fundamental na conquista da Copa de 1994, foi Taffarel quem abriu as portas da Europa para nossos goleiros.  Mesmo assim, foi só no começo do ano 2000, que as portas se escancararam. Dida foi um dos grandes nomes à frente da legião de guarda-redes que deixou nossos clubes nessa época. Voltando à Rogério Ceni, fica a questão: se o goleiro iniciasse sua carreira no começo ou meio da década passada, as propostas do exterior não o levariam embora? A mesma pergunta cabe a Marcos, do Palmeiras. Para eles, foi conveniente construir essa identificação com os clubes porque quando receberam propostas já estavam consolidados, e porque nunca tiveram substitutos à altura que incomodassem a construção da ‘aura’ de ídolos. No atual momento do futebol mundial, alguém acredita que Deola irá fazer carreira no Palmeiras quando Marcos se aposentar? O mesmo exemplo fica para o São Paulo. O torcedor pode e deve comemorar e reverenciar o ídolo, mas é necessário mais razão e menos emoção. A camisa do clube como segunda pele já não existe faz tempo.  

Crédito da foto para (Nelson Antoine/Fotoarena)
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sábado, 30 de abril de 2011

Superação da deficiência física através do esporte

Equipes disputam partida de vôlei
sentado .
Acidentes, doenças, e armas de fogo. Milhões de pessoas no Brasil sabem bem o que algum deles representa: dificuldade de locomoção na cidade, preconceito velado, e muitas vezes o trauma do impacto da deficiência adquirida. Uma pesquisa feita em 2008 pela Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) mostra que os acidentes de trânsito são a principal causa de paraplegia e tetraplegia entre os pacientes atendidos pela instituição na cidade de São Paulo. Nos casos de acidentes, a maioria sofreu lesões medulares quando se envolveu em quedas de motos. O levantamento foi feito com 195 adultos e crianças atendidos com lesão medular na unidade da AACD no Ibirapuera, na Zona Sul de São Paulo. Deste total, 55 sofreram acidentes de trânsito, 52 foram feridos por armas de fogo, 27 tiveram quedas, oito acidentes de mergulho, um teve ferimento por arma branca e oito sofreram a lesão por outros motivos. 

Além disso, 44 pacientes tiveram causas não traumáticas da lesão, como tumores e infecções. Muitos desses pacientes não têm mais perspectiva de vida. Eles ficam traumatizados e escondidos em casa. É aí, que as portas do esporte se abrem. O esporte é uma excelente ferramenta para a inclusão dos deficientes físicos na sociedade. Independente da lesão que tenha causado a deficiência, um dos passos importantes para a reabilitação do paciente é o contato com algum esporte. Geralmente, a natação é o esporte mais recomendado pelos médicos. Porém, com o final da reabilitação do paciente, chega á hora de encarar novamente o mundo. E por que não encará-lo conhecendo um novo ambiente? Gols, cortadas, raquetadas, e os pontos e vitórias se acumulam. A paixão pelo esporte desenvolve-se rapidamente, e aquele deficiente físico, muitas vezes visto como coitadinho, mostra que não é bem assim. A linha entre o amadorismo e o profissionalismo é tênue. O treinamento e a rotina dos paraatletas é tão puxado ou mais que o treino de um atleta olímpico. O que falta para eles é atenção, reconhecimento e principalmente: patrocínio. Todos somos capazes. A fórmula da vitória é adaptar ao estilo de cada um. Assim sempre teremos campeões na vida, e no esporte.O lugar mais alto do pódio lhe aguarda.

Fontes: Entrevistas in loco
Foto de Guilherme Igor Campos Follow Fabricio_blog on Twitter

sexta-feira, 4 de março de 2011

Fora de campo

Assunto de bar em diversas regiões do país, o jogo entre cartolas, clube dos 13 e emissoras de tv não tem mocinhos. Todos querem levar o ouro no fundo do baú. O racha começou com a saída de Corinthians e Flamengo. Eles alegam que podem conseguir mais dinheiro se negociarem isoladamente, porém, o C13 rebate que as equipes unidas arrecadariam mais. Bom, é necessário dizer que o campeonato brasileiro deste ano está garantido e que será transmitido pelos canais de sempre: globo, sportv, band. Mas as próximas três edições, podem gerar uma grande confusão com o C13 abalado ou extinto. Imaginem o seguinte cenário: a emissora detentora dos jogos de doze clubes, por exemplo, só pode veicular as partidas entre eles. Neste caso, confrontos entre times ligados a redes diferentes ficarão longe da TV e clássicos podem ficar sem transmissão.

Corinthians, Palmeiras, Santos, Botafogo, Flamengo, Fluminense, Vasco, Grêmio, Cruzeiro e Coritiba já anunciaram negociar diretamente com as emissoras, sem intermédio do C13. Goiás, Inter, Guarani e Vitória também admitem abandonar o velho sistema. Assim, sobrariam São Paulo, Atlético-MG, Atlético-PR, Bahia, Sport e Portuguesa, alinhados ao C13. O que pode aumentar o racha. Para esclarecer: no Brasil, as duas equipes que participam de um jogo dividem os direitos sobre o mesmo. Assim, o encontro só poderá ser transmitido caso os dois times estejam sob contrato com a mesma emissora de TV ou se houver um acordo. Enquanto isso, a CBF acena com alegria o desmembramento do desafeto C13. Na linha de frente, Globo/Sportv, Band, Record e Redetv, batalham entre cifras milionárias que podem chegar a ser bilionárias. Com o novo modelo de concorrência, os clubes com alta audiência esperam arrecadar no mínimo R$ 1,3 bilhão por temporada. Homens de preto, malas abarrotadas de dinheiro, interesse publicitário e os bastidores do futebol brasileiro ficam cada vez mais nebulosos. Aguardem. É só o começo.

Fontes: ESPN BRASIL/Folha de São Paulo
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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Hora de parar: Obrigado, Ronaldo!

As estripulias daquele garoto dentuço faziam uma desordem sem tamanho na defesa adversária. No futebol, somente um jogador fenômeno, poderia subir ao time titular aos 16 anos, com uma marca de 57 gols em 59 partidas. Em 1993, atuando pelo Cruzeiro, Ronaldo era um garoto franzino, dono de arrancadas impressionantes, caracte- rizada pela velocidade aliada a uma habilidade fora de série. No ano seguinte durante a Copa do Mundo, torci muito para que o garoto mostrasse algumas de suas travessuras para mudar a cara daqueles jogos travados da seleção, porém, ele ficou na reserva.
Mas sua história no futebol mundial estava só começando e os anos seguintes apresentaram ao mundo um artilheiro de marcas fantásticas: no PSV, Ronaldo guardou 67 gols em 71 partidas. No Barcelona, foram 47 gols em 49 jogos. São marcas de um craque, campeão do mundo, maior artilheiro em todas as Copas, eleito três vezes o melhor jogador do planeta. E que se despede do futebol hoje, encerrando uma carreira gloriosa, marcada por contusões graves e pela superação. Ronaldo driblou críticas, pressões, e a desconfiança do retorno, após as cirurgias no joelho. Tratado como ex-jogador em 2002, foi o destaque da conquista do título junto com Rivaldo. Muito acima do peso em 2009, teve papel fundamental na conquista de dois títulos para o Corinthians. Por onde passou Ronaldo foi aplaudido. Cruzeiro, PSV, Barcelona, Inter de Milão, Real Madrid, Milan, Corinthians, Seleção Brasileira. O planeta bola bate palmas. Obrigado Ronaldo.

Os gols mais bonitos de Ronaldo (neste vídeo)
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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

A morte anunciada do camisa 10

A camisa 10 aguarda quem a assuma.
Começo de ano e programas esportivos e jornais sofrem na busca de pautas no futebol para se manter, então a bola da vez é a transferência de jogadores. Fulano para cá, beltrano para lá. É o momento da especulação vazia e das declarações furadas. Na primeira quinzena de janeiro o personagem principal foi Ronaldinho Gaúcho e o leilão estabelecido por seu empresário Assis. De saída do Milan, Grêmio e Palmeiras demonstraram interesse no jogador. Depois o Flamengo entrou no páreo e até se falou no Corinthians. Quando finalmente o jogador iria anunciar o clube escolhido, a novela se arrastou por mais um tempo até Ronaldinho decidir pela gávea. E aí uma pergunta paira no ar. Por que o jogador que atuava no futebol italiano escolheu retornar ao Brasil? O ciclo de gaúcho não acabou fora de nosso país, afinal, houve propostas dos petrodólares árabes, de clubes da Inglaterra e Estados Unidos. O fato é que ele voltou e terá ao seu lado no meio campo outro jogador que volta de terra estrangeira: Thiago Neves. E não são casos isolados. No Santos, Elano retornou e muito se fala de Luís Fabiano trocar o Sevilla pelo Corinthians.

Toda essa atração pelo campeonato brasileiro tem uma explicação simples: a Copa do Mundo de 2014. Jogar por aqui é ter o holofote de Mano Menezes em cima de cada lance, de cada drible. Promessa de grandes jogadas? Talvez. Mas engana-se quem pensa que o nível de nosso futebol irá melhorar. Nosso ciclo de grandes jogadores que aparecem todas as décadas sofreu um duro golpe, e tudo começa nas divisões de base, na Copa São Paulo – que há alguns anos impôs a idade limite de 18 anos para competir. O resultado final é um jogador que vai para o profissional despreparado, ou que retorna desmotivado para sua categoria. Não temos mais ídolos, caras que resolvem dentro do campo. Onde estão os Ronaldos, Romários, Carecas, Rivelinos, Gersons, dos campos de terra deste país? Futebol virou negócio, a criatividade aos poucos morre, e a geração que nos deu a copa de 2002 começa a pendurar as chuteiras. O que virá a seguir? A morte do camisa 10 está anunciada.  

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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Lances esportivos em 2010

Conca comemora o título brasileiro
Não me empolguei com nenhum esporte este ano, e o resultado foi à escassez de postagens sobre o assunto. As emoções fortes de 2009 passaram longe dos 365 dias seguintes. O basquete da seleção masculina mesmo com diversos destaques no time continua a envergonhar. Já Bernardinho e sua trupe levantaram o troféu, mas a que preço? A vitoriosa seleção canarinho entregou o jogo para a Bulgária na segunda fase do torneio - em que os perdedores eram beneficiados com um grupo mais fácil. Caminho mais simples escolhido pelo “jeitinho brasileiro”. Mas o que decepcionou a muitos foi a 'entrega' de Felipe Massa, na Fórmula 1. O piloto teve seu momento “Barrichello” e permitiu a passagem de seu companheiro de equipe Fernando Alonso para vencer o GP da Alemanha. Não assisti mais nenhuma prova da categoria após esse triste episódio. Das pistas para as quadras de tênis, o suíço Roger Federer finalmente foi desbancado da primeira posição do ranking mundial, e o espanhol Rafael Nadal agradece. Foi um ano de sorrisos para Nadal e milhões de conterrâneos que enfim comemoraram o primeiro título mundial da Fúria, em uma Copa do Mundo com exibições fracas e pouco futebol. Os comandados de Dunga protagonizaram o maltrato da tão criticada Jabulani, e após a eliminação o técnico caiu, dando lugar a Mano Menezes que deixou o Corinthians no ano de seu centenário. O clube paulista cedeu o técnico para a seleção, mas em troca ganhou um estádio que deverá sediar a abertura da Copa do Mundo em 2014. Tudo ajeitado no estreitamento de relações entre Ricardo Teixeira e Andrés Sanches.

Foi o máximo de alegria para os corinthianos que não levaram nenhum título, apesar do Brasileirão ter se aproximado do parque São Jorge. Não deu. O Fluminense levantou a taça em um campeonato que se destacaram dois jogadores: Conca e Montillo.  O fato de estrangeiros ocuparem o vazio de craques por aqui preocupa. Onde está aquele menino camisa 10, que joga no meio campo, e é o maestro do time? Estamos formando nas categorias de base somente carregadores de piano? Fica a questão aberta para uma reflexão mais aprofundada em 2011. Para finalizar a breve retrospectiva do esporte, não posso deixar de comentar a confirmação da Confederação Brasileira de Futebol sobre o reconhecimento das conquistas da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, disputados de 1959 a 1970, como títulos brasileiros. Breve como tirar um band-aid: quer dizer que o Palmeiras foi campeão brasileiro duas vezes em 1967? Parabéns ao alviverde, e também ao Santos. De acordo com a Folha, a decisão da CBF de reconhecer os títulos foi tomada com base num estudo encomendado pelos clubes que conquistaram títulos de âmbito nacional no período anterior à criação do Campeonato Brasileiro. Ah ta! Entendi. Agora Santos e Palmeiras possuem oito conquistas cada e Bahia, Botafogo, Cruzeiro e Fluminense também passam a ter mais um título nacional cada em sua conta. A CBF é uma mãe. Acerta os ponteiros para o interesse de todos. Toda hora tem pão quente.
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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Dez vezes Slater

Mais um final de semana de sol, praia lotada, e trabalho. Quando é solicitado a fazer o que sabe melhor, Kelly Slater, 38 anos, não pensa duas vezes em colocar a prancha debaixo do braço, caminhando em direção ao seu escritório. A primeira remada do campeão acende as luzes, e a água se aproxima com a raiva de Poseidon, mas a onda quebra na costa e vem perfeita para Slater a domar – como se fosse um touro descontrolado que em segundos se torna manso. Todos na areia só tem olhos para ele e o aplaudem pela nota dez. As mãos erguidas apontadas para o céu, não escondiam a emoção do maior surfista da história, que acabava de conquistar seu décimo título mundial.

Quando saiu do mar, Slater foi engolido por uma multidão que queria abraçá-lo, tirar uma foto, enfim, levar uma recordação do único atleta de todas as modalidades individuais a conseguir tamanho feito. Realmente, os números de Slater são impressionantes: 45 troféus de etapas em 20 anos de carreira. Mas naquele momento o americano não conseguia pensar em nada disso, e só lembrava do seu maior rival, e grande amigo Andy Irons, 32 anos, encontrado morto em um quarto de hotel - com a dengue como provável causa. “Só cheguei a esse ponto de minha carreira porque tive Irons ao meu lado. Ele me forçou ao limite, me ensinou o valor que eu tenho”, disse Slater. Mais uma nota 10 para a humildade e lealdade que geralmente constroem um verdadeiro campeão. Espero que sua carreira continue por mais uma temporada. Forma-se o tubo, lá vem Kelly novamente..



Fontes:
G1
Estadão
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quarta-feira, 12 de maio de 2010

A seleção de Dunga

Não se fala de outro assunto nas ruas e bate papos esportivos, desde a convocação da seleção brasileira para a Copa do Mundo da África do Sul, feita por nosso fraco técnico Dunga. Assim como a maioria dos brasileiros, não concordei com metade do time que nos representará pifiamente na maior celebração do futebol mundial. A seleção de hoje pode ser comparada ao time de 1994, com o futebol pragmático e burocrático, que continha uma defesa sólida e uma dupla de ataque demoníaca: Romário e Bebeto. Mas naquela época as opções eram limitadas, com o próprio Dunga distribuindo cacetadas. Em 2010, a escolha é pelo futebol de resultado, onde a criatividade do meio passará longe dos campos, com a exceção das jogadas do craque Kaká. Tirando ele, o meio campo é de chorar, e o ataque não deve nada a outras seleções européias. Na coletiva á imprensa, Dunga reforçou três palavras: comprometimento, paixão, raça. O discurso do técnico enaltece o potencial brasileiro e o amor por jogar na seleção, representando seu país. Poderia ser mais uma propaganda de cerveja, porém a coisa é séria. Ninguém espere que o Brasil jogue com a leveza dos seus craques, chamando pra dançar mais um passo do futebol muleque. Nosso futebol começa e termina na marcação e na pancada. Sim, o grupo de jogadores está na mão, mas fazer laranjada com limão sem açúcar, além de impossível,  ainda nos trará um gosto muito amargo.
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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Lances esportivos em 2009

O ano esportivo foi repleto de emoções fortes. O basquete de nossa seleção masculina ganhou sobrevida e deu esperança a torcida ao vencer a Copa América. Na natação, César Cielo se consolidou como um atleta de ponta. E como é bom saber que ele ainda trará muitas alegrias ao país. Creio que o nadador irá chegar em alto nível nas olimpíadas de 2016. Falando nisso, os brasileiros comemoraram e muito o direito de sediar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas no Rio em 2016. Nosso vôlei e futsal só têm a comemorar com mais uma geração vitoriosa conquistando seu espaço com glórias pelo caminho. O futebol foi uma celebração a parte com o retorno de grandes craques da Europa como Adriano, e o polêmico Ronaldo – que era chamado de ex-jogador. A realidade é que os dois se destacaram um no primeiro, outro no segundo semestre, levando seus clubes a títulos importantes. Pode-se dizer que o Corinthians e Flamengo foram os melhores times de 2009. Em gramados ao redor do planeta afirmo que o maior foi o Barcelona que levou para casa os 6 títulos que disputou. A seleção brasileira venceu a copa das confederações e voltou a deixar a camisa amarelinha como favorita para a Copa que virá. E que venha muita bola rolando nos gramados de toda América ano que vem, e no mundo, rumo ao hexa campeonato. Já a bolinha do tênis pertenceu a Roger Federer mais uma vez. Após três derrotas seguidas em finais, o suíço finalmente triunfou no saibro parisiense. Pela quinta vez em sete anos, Roger Federer terminou a temporada como número 1 do mundo. Nem adianta correr atrás dos velozes e precisos golpes de Federer. Só se você correr muito como Usain Bolt. E como é ágil o velocista jamaicano. O homem supera seus limites sempre brincando. Creio que nos 100m seja briga acirrada com o carro de Barrichello. Estou brincando é claro. Ganhei mais respeito pelo piloto brasileiro que voltou a disputar o título, quando ninguém acreditava nele. Mas no final nem o vice campeonato veio. Sobrou para Massa que foi atingido por uma peça – agora passa bem – e para seu colega de equipe ‘Brawn’ (atual Mercedes) Jenson Button. Para 2010, os amantes da categoria tem muitas expectativas com as novas regras, novas equipes e o retorno de Michael Shumacher as pistas. A temporada promete e os lances esportivos em outras áreas também. Só espero que 2010 não passe com a velocidade de um Fórmula 1.
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domingo, 6 de dezembro de 2009

Uma emoção a cada minuto

Há quase dois meses atrás deixei registrado meu palpite sobre o favorito ao título do brasileirão. Me dei mal! O Palmeiras ficou em quinto lugar e não conseguiu nem a classificação a Libertadores. Mas na última rodada o time alviverde ainda poderia até ser campeão. O campeonato chegou bem equilibrado até o final. Tudo poderia acontecer, porém o Flamengo não deixou o sexto título escapar. O rubro negro assumiu a liderança no penúltimo jogo e se firmou na última partida como o campeão de 2009. O vice ficou com o Internacional, que ainda teve o gostinho de assumir a primeira colocação enquanto o Flamengo empatava com o Grêmio. Que destino tiveram os colorados que tiveram que torcer pelo seu maior rival. Só os deuses do futebol poderiam ter escrito tal situação, com emoção até o último momento. O equilíbrio marcou o campeonato. O time do São Paulo terminou em terceiro, mas na reta final era o quarto time com chances, embora remotas. Na pesquisa realizada durante 3 meses no blog, o time do Morumbi foi o favorito a taça. Segue o resultado da enquete abaixo:

São Paulo 29%
Flamengo 25%
Palmeiras 18%
Atlético MG 17%
Internacional 8%

Creio que a votação mostrou um pouco da cara do brasileirão 2009. Já na parte debaixo da tabela, Sport, Náutico e Santo André atravessaram a linha das divisões, rumo a segundona. A última vaga era rejeitada no tapa entre Botafogo, Fluminense e Coritiba e os cariocas conseguiram permanecer. Em 2010, o Coxa vai ter que se reestruturar novamente. O campeonato brasileiro foi disputado intensamente minuto a minuto até os acréscimos dos árbitros. Na última rodada, o maracanã estava como sempre, maravilhoso, e os rubro negros aguardavam um título que não pintava no ninho do urubu há 17 anos. Aos 40 do segundo tempo, a torcida ainda desconfiava. Mas o time do técnico Andrade, estava seguro em campo, com a confiança de time campeão, apesar de não jogar bem. Aos 45 minutos saí o grito preso na garganta desde 1992. O jogo ainda tinha mais três minutos e a alegria do povão fervia o Maracanã em um caldeirão rubro negro. Era só esperar o apito. Logo ele soou. A torcida do Flamengo pode comemorar o título. O time mais equilibrado é o campeão!
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domingo, 1 de novembro de 2009

Fim de temporada na F-1

Assisti com um pouco de desprezo a última etapa no ano da Fórmula 1. Infelizmente 2009 não proporcionou a nós brasileiros a emoção que tivemos até a última volta de 2008. Voltando no tempo, mais precisamente na postagem do dia 26 de maio, eu já alertava: “Não quero ser apressado e não tenho bola de cristal, mas já me arrisco a dizer quem será o campeão, mesmo faltando onze etapas para o final. O inglês Jenson Button, da Brawn, lidera o campeonato com tranquilidade e tem 16 pontos de vantagem sobre seu parceiro de equipe, Rubens Barrichello”. Pois é. Estava na cara que o título do inglês estava na mão. Eu só errei ao acreditar que Rubinho ganharia mais um vice campeonato. Apesar de injetar esperança no torcedor brasileiro, no fundo todos sabiam o final da história. Nada contra Barrichello, - que ressurgiu quando ninguém esperava - mas definitivamente na Fórmula 1, ele nunca demonstrou a capacidade de vencer e convencer. O piloto brasileiro não deve permanecer na Brawn e pode assinar com a equipe Williams. O que esperar da F-1 em 2010? Bom, para nós, é bom não aguardar nada do Rubinho, mas teremos Felipe Massa de volta, e dessa vez ele terá um adversário interno bem forte. O espanhol Fernando Alonzo fechou com a Ferrari e deve apimentar mais a próxima temporada. Ainda veremos finalmente a estréia de Bruno Senna em uma nova equipe: a Campos. Além disso, outras escuderias estão negociando para colocar suas máquinas na pista e a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) anunciou o fim do reabastecimento. A Fórmula 1 para o ano que vem promete trazer de volta a emoção. Espero que a categoria volte a seguir esse percurso.
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sábado, 10 de outubro de 2009

Reta final do Brasileirão

Faz muito tempo que não falo aqui sobre uma de minhas paixões: o futebol. Há 5 meses fiz uma postagem sobre o campeonato brasileiro e desde então deixei de lado o assunto, mas acompanhei rodada a rodada a evolução de nossa liga. Fiquei em cima do muro no início da disputa, e agora que faltam somente dez rodadas para todos conhecerem o campeão, ainda permaneço em cima dele. Ainda não vou arriscar pular para algum lado, porém sei que a taça será levantada ou pelo Palmeiras, ou pelo São Paulo. Se tivesse que escolher um time, apontaria o alviverde como favorito. Creio que o fator que bota o time do parque Antarctica nessa condição está fora de campo. E dessa vez não estou falando de falcatruas. Estou me referindo a Muricy Ramalho. O treinador disputa seu quarto título consecutivo – em dois times diferentes - e seriam cinco se não fosse à confusão dos jogos cancelados em 2005, que beneficiaram o Corinthians e prejudicaram o Internacional. Com equipes sempre bem montadas e brigando pela ponta da tabela, Muricy ganha o respeito de torcedores de outros times, como eu por exemplo. Não tenho duvida que é o melhor treinador do país em atividade. Na próxima postagem sobre o brasileirão, cumprimentarei o campeão e colocarei o resultado da enquete que começa a valer a partir de agora, trazendo os seis clubes - que na minha opinião brigam pelo título. Vamos acompanhar quem vai levantar a taça.

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domingo, 9 de agosto de 2009

Calendário do futebol

Escrever sobre os bastidores do futebol é andar em terreno arenoso e requer passos cuidadosos, ainda mais quando se trata de mudar o calendário nacional. O Brasil vai na direção contrária das datas mundiais e por isso o governo federal resolveu intervir na CBF com propostas de mudanças. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva com o da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, em reunião em Brasília, discutiram como frear o êxodo de atletas do país e a possibilidade de reestruturação financeira dos clubes. A partir daí, a CBF e o Ministério do Esporte farão um estudo que trará um diagnóstico sobre o futebol nacional. Com o calendário atual, os atletas saem do país, principalmente, no meio do Brasileiro, quando a Europa contrata. A Confederação não se comprometeu a uma mudança - que alteraria a temporada brasileira começando em agosto e com término em junho - porque Teixeira sabe que existe confronto de interesses. Há uma resistência clara: a TV Globo, dona dos direitos do Brasileiro e de todos os campeonatos importantes do país. Seus executivos sempre se manifestaram contra a mudança por representar prejuízos financeiros para eles. A emissora em nota disse: "Não traz qualquer benefício aos clubes ou aos campeonatos disputados no país, além de descaracterizar a temporada brasileira, que termina nas férias de verão, como na Europa. Vai apenas adiar o problema da transferência de jogadores de julho/agosto para janeiro". Creio que a rede Globo não se importa nem um pouco com o torcedor, porque fica claro que os jogadores serão mantidos na temporada, valerão mais, além de termos um campeonato de credibilidade, respeitado, com melhor qualidade, fora o fator de pagar-se mais pelo pay-per-view e pela publicidade. Espero que a mudança no calendário seja mais discutida e não engavetada em alguma gaveta dos porões da CBF.

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segunda-feira, 27 de julho de 2009

A arte do drible

Achei curioso e extremamente lamentável a atitude de um árbitro em uma partida da série B do campenato brasileiro na semana passada. O senhor Luiz Alberto Bites, extrapolou sua função de somente apitar o jogo, para dar uma bronca no meia do Vasco por causa de um drible na ponta direita. O lance que ocorreu na partida contra o ABC, foi normal e não teve nenhuma intenção de provocação. Mesmo que o jogador não tivesse objetividade, o árbitro deveria permanecer calado, já que nenhuma regra do jogo foi infringida. No final do segundo tempo, Phillipe Coutinho,17, passou o pé na bola ao ser marcado por dois adversários, foi até a linha de fundo e tentou um passe de calcanhar. A jogada foi bonita, apesar de não ter sucesso, e gerou palmas da torcida. Não sei o que passou na cabeça do juiz do jogo para intimidar o jovem jogador. Essa atitude não só revolta os cruzmaltinos, mas todos os torcedores do Brasil que gostam e apreciam o bom futebol. Agora é proibido ter habilidade e usa-lá com objetividade? O que aconteceria se este mesmo árbitro apitasse uma partida de Garrincha, Canhoteiro, Rivellino, Urigueler, Denner, Ronaldinho Gaúcho ou Robinho? O drible nos últimos tempos virou sinônimo de desrespeito ao adversário e é encarado cada vez mais como um deboche. É por isso que cada vez mais pessoas ficam discrentes com o futebol. Em um futuro próximo o romantismo e a arte de alguns jogadores será minimizada? Espero que ninguém se intimide em usar o drible como um artifício, e use sempre que necessário o dom, a técnica e a categoria a favor do time e do bom futebol. O jogo fica mais agradável e os torcedores agradecem.

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sexta-feira, 10 de julho de 2009

O maior da história do tênis

Não faz muito tempo quando era muleque, comecei a gostar de tênis vendo e entendendo a magia de Pete Sampras. Se a partida não fosse contra Guga, certamente torcia por ele. Não vi Bjorn Borg, Rod Laver, John McEnroe ou Jimmy Connors em atividade mas já me arriscava a dizer que Sampras era melhor. Eu estava enganado. Um tenista suíço chamado Roger Federer, me fez repensar meus conceitos. Com menos de 20 anos surpreendeu os que olhavam só Pete Sampras – como eu – e bateu o então imbatível americano na grama do torneio mais tradicional do mundo. Aí viriam holofotes, fotos, quadras centrais, títulos, legiões de fãs. Roger ganhou então um Grand Slam, três, depois cinco, nove... Hoje com 27 anos, tem o respeito de todos os adversários e passou a marca de Pete Sampras conquistando seu décimo quinto título da série mais importante do tênis. Era questão de tempo saber quando Federer igualaria e bateria os maiores do tênis. No jogo em que deixou para trás qualquer discussão, sobre quem seria o melhor, estavam todos lá num cenário perfeito: Wimbledon. Com a “pedra no sapato” Rafael Nadal contundido, o adversário na final foi um de seus maiores fregueses, Andy Rodick. Para chegar a seu 60º título, o novamente número um do mundo precisou disparar 50 aces (saques sem defesa), o maior desempenho de sua carreira, e vencer uma batalha de quatro horas e 16 minutos: 3 sets a 2, num total de 77 games (5/7, 7/6, 7/6, 3/6 e 16/14). Assim Federer fez história no tênis e no esporte. E ainda fará muito já que admite jogar pelo menos mais três anos. O que ainda esperar do maior tenista de todos os tempos? Sem dúvida Roger ampliará seu recorde e ainda ganhará muitos aplausos meus, seus e de Pete.




Títulos de simples: 60
Grand Slams - 15
ATP Finals - 4
Masters 1000 - 15
ATP's - 26

Títulos de duplas: 8
Olimpíadas - 1
Masters 1000 - 1
ATP's - 6
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Final da Copa do Brasil 2009

A Copa do Brasil acabou semana passada e o Corinthians se sagrou tricampeão do torneio.O time venceu o Inter em duas partidas jogando grande futebol e está garantido, no seu centenário, na Taça Libertadores da América. Na enquete que realizei no blog, os paulistas venceram apertado 51% contra 49% dos gaúchos. Mas nada disso importa diante da lamentável richa bairrista entre os dois Estados. As brigas e confusões no estádio Beira-Rio são um exemplo de estupidez sem tamanho. Antes de torcedores de um time de futebol somos brasileiros. E com a camisa de nosso time no peito, somos antes de tudo cidadãos. E que merecem respeito! Voltando a bola rolando, a superioridade do Corinthians ficou clara, tirando as dúvidas de muitos que se perguntavam quem é o melhor time do Brasil. Com mais uma taça na mão, o Timão se iguala ao Flamengo no topo do pódio brasileiro (sete títulos). Se alguém ainda tinha desconfiança, de fato, o Coringão voltou.

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