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quarta-feira, 16 de maio de 2012

Fonógrafo, Vitrola, CD: a música não pode parar


Do som feito ao vivo, o registro musical perdia-se no ar.

Foi só no final do século XIX, quando Thomas Edison inventou o fonógrafo, que a gravação de sons deixa de ser gravada apenas na memória do público. Levar a música para casa era surpreendente, admirável, extraordinário, como escreveu Oswald de Andrade:

 “Numa soirée em casa dele, nessa chácara imensa, foi-me apresentado o fonógrafo. Minha mãe fez questão que eu comparecesse a essa apresentação da espantosa descoberta. Uma coisa que roda e a gente escuta tudo! [...] De fato, fiquei impassível e nada exclamei quando me apresentaram a pequena máquina, onde um cilindro de cera negra em forma de rolo despedia sons musicais. Depois de exibida a invenção norte-americana – de Thomas Edison – dizia, encarecendo-a, passou-se a gravar um disco virgem. Meu pai discretamente escusou-se de dizer qualquer coisa, eu nem fui chamado. Fez grande sucesso de hilaridade um senhor que aproximando-se do disco prometeu: Doutra vez eu trago a flauta”.

O fonógrafo, e, logo em seguida, o gramofone (que usava cera, ao invés de metal nos cilindros, entre outros aperfeiçoamentos) mudaram de maneira profunda a percepção sonora. Do rolo de cera ao vinil, a reprodução do som gravado eternizou a música que antes era executada somente ao vivo. Levar o som de seu artista favorito para casa passou a ser uma realidade que ditaria novos rumos para a música, possibilitando o desenvolvimento da indústria fonográfica, e consequentemente da música em massa.

A música, naturalmente, tornou-se companheira, unindo as famílias na sala em torno de si, criando comodidade, gerando satisfação. A criação da vitrola foi o passo definitivo para a música consolidar-se como mais um membro da casa. De origem Victrola, por ser fabricada pela RCA Victor, a vitrola dispunha de recursos elétricos, não sendo mais necessário dar-lhe corda para funcionar.


Era o adeus ao disco de cera. O vinil teria vida longa, mas décadas depois se tornaria idoso, e, portanto, dispensável para a tristeza dos saudosos, audiófilos e ouvintes conscientes.  O nascimento do CD (Compact Disc) abriria com chave de ouro a era digital, mas a qualidade do som ainda era inferior ao disco de vinil.  O CD, portanto, se impôs porque simplesmente era mais barato fabricar CDs do que discos de Vinil. Os velhos ‘LPs’ (Long Play) deixaram de ser fabricados em massa, no início dos anos 90, para desespero dos fãs e colecionadores dos simpáticos ‘bolachões’.

A experiência de colocar pela primeira vez a agulha no disco ouvindo aquele ‘chiado’ maravilhoso reduzia-se a apertar alguns botões. O momento mágico da descoberta de sons na sala de sua casa descrito por Oswald de Andrade perdeu seu charme, seu brilho, desgastou-se com o tempo. Quem não se lembra de tirar o vinil da embalagem, apreciando os detalhes da arte da capa, que era o grande atrativo para conhecer melhor o conteúdo? Comparar o lado A, com o lado B. Sim, era outra maneira de lidar com a música, que eu não me esqueço jamais. E que você certamente também não esquece.

Inesquecível, também, sem dúvida alguma, foi o surgimento da fita cassete. Apesar da qualidade de som razoável, os primeiros gravadores com áudio cassete já eram portáteis, permitindo um deslocamento antes impossível, além de gravações das músicas da rádio. Aguardar ansiosamente o locutor anunciar sua música favorita com o dedo no botão ‘rec’ (record), era chato, mas ao mesmo tempo mágico. No final dos anos 1970, com a invenção do Walkman, outro paradigma tecnológico foi rompido trazendo um novo modo de apreciar a música. A venda de conjuntos integrados (no Brasil 3 em 1) com receptor FM, toca-discos para vinil e gravador cassete fizeram com que houvesse uma enorme difusão nas fitas gravadas em casa. Agora, cada pessoa podia fazer a sua seleção músicas retiradas diretamente de seus discos prediletos,  curtindo o som na rua através de seu fone de ouvido.

A explosão do som individual teve seu auge com a internet, e aparelhos como o IPOD. O formato digital sem ruídos, com uma capacidade de armazenar milhares de música alterou definitivamente a forma como consumimos música. Em minutos é possível encontrar um disco, ou somente um ‘single’, e baixá-lo gratuitamente, para na seqüência reproduzi-lo no seu tocador de mp3 ou similar.

O CD, grande novidade dos anos 1990, hoje em dia, é ultrapassado. A indústria fonográfica sofre com as fracas vendas. Boa parte dos consumidores não vê mais  necessidade em adquirir um disco, gastando dinheiro com um produto que é facilmente encontrado na rede mundial de computadores. Baixar, compartilhar, e armazenar tornaram-se palavras de ordem.      
           
Apesar deste cenário de mudanças constantes, incertezas e desolação em relação ao CD e ao digital em geral, há um movimento saudosista que tem ganhado muita força ao colocar em funcionamento a velha vitrola. A redescoberta do vinil é ancorada pelo retorno do interesse dos fabricantes, que enxergaram o retorno deste mercado. De fato, à criação de novos modelos de vitrolas, tecnologicamente mais evoluídas, com um alto grau de qualidade e precisão mecânica nos seus diversos componentes empolga os fanáticos pelo vinil de hoje e de ontem. A alta qualidade sonora está de volta. A vitrola, velha amiga do passado pode até empoeirar, e o vinil ficar ali, guardado, por anos na coleção. Não importa. A música não pode parar, e a Vitrola nunca vai morrer. 

Fontes:
Livro: História Social da Música Popular - José Ramos Tinhorão
Livro: 'Ouvinte Consciente' - Sérgio Correa
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terça-feira, 22 de novembro de 2011

SWU 2011 - O dia do rock


Estive na fazenda Maeda em Itu, no ano passado, acompanhando o festival SWU (Starts With You) que alia música, arte, e sustentabilidade. Como sou veterano em festivais de rock, esperei pelo pior. E recebi o pior. Chegar até a entrada da pista era uma aventura; os palcos, um ao lado do outro, sufocavam quem queria ir de um show ao outro. Uma verdadeira bagunça. Isso sem falar dos banheiros e da praça de alimentação. Melhor nem comentar.

Na segunda edição do festival, há duas semanas, a estrutura mudou de Itu para Paulínia, (120 km de SP), e melhorou. Com uma área bem maior, e uma organização já calejada, quase todos os problemas do ano passado foram solucionados. Fui somente no dia do rock, 14/11, e o acesso até a entrada da pista foi bem sosssegado; os palcos principais ficaram bem distantes um do outro; e a praça de alimentação conseguiu atender a demanda com sucesso. O que a organização não esperava era ter carros atolados no estacionamento oficial do evento. Paciência. Esse tipo de situação acontece, e boa parte do público nem ligou muito para esta dor de cabeça, após ver bandas como Down, Sonic Youth, Megadeth, Primus, Stone Temple Pilots, Alice in Chains e Faith No More. Um verdadeiro prato cheio para fãs de rock dos anos 1980 e 1990. Vou contar agora o que estes olhos viram e o que estes ouvidos registraram. Tudo devidamente eternizado na memória. Vamos lá.

Os gritos de “Temptations Wings” de Phil Anselmo ecoavam na lateral do Parque Brasil, quando cheguei ao show do ‘Down’. Som redondo, pesado, e que classifico sem pestanejar como trash/metal/grunge. O disco ‘Nola’, tocado na íntegra provou isso. O destaque ficou para o refrão de ‘Walk’, clássico do Pantera – ex banda de Anselmo. Naquele momento, o chão estremeceu.

Barulho e suavidade. Não existe definição melhor para o som dos nova iorquinos do Sonic Youth. Com 30 anos de carreira completados em 2011, o grupo faz uma música visceral. Uma música profunda, intensa, recheada de distorções, experimentalismos, e improvisações pontuais. É a arte do barulho mostrando o seu rosto de forma aberta. Noise rock de primeira qualidade que influenciou todo o movimento grunge. Mudhoney, Nirvana, Pearl Jam, Soundgarden. Todos se referem ao Sonic Youth, como ‘os caras’. E eles são. O show no SWU mostrou isso mais uma vez. Show impecável com clássicos dos discos “Dirt’, ‘Goo’, e Daydream Nation. Mas, segundo boatos, esse pode ter sido a última apresentação do grupo. A separação do casal Thurston Moore (guitarra) e Kim Deal (baixo) pode representar o fim das atividades. Em nome do bom rock que ainda sobrevive, espero que sejam somente especulações.

Ao fim do show do Sonic Youth a noite caiu. E a chuva também. Naquele momento resolvi testar a praça de alimentação e matar um pouco a fome. No retorno, prestei pouca atenção no show do Primus, porém, o pouco que vi percebi a qualidade da banda. O baixo destruidor, de Les Claypool, é realmente impressionante. Se a banda aparecer por aqui novamente, e sozinha, faço questão de observar o grupo mais de perto, com mais afinco.

Depois veio o Megadeth. A legião de fãs já gritava o nome da banda ao fim do último show. E para o delírio dos metaleiros, Mustaine, e sua turma subiram ao palco e fizeram seu papel. Para mim, mais do mesmo. Megadeth é uma banda que não acrescenta muito ao vivo, em comparação aos seus discos de estúdio. Tenho respeito pela história do grupo, mas parafraseando o grande amigo Bruno Miguel, após esse show, ficou claro porque Mustaine foi demitido do Metallica.

Era chegada a vez do Stone Temple Pilots - banda da segunda cria do grunge - muito hostilizada, mas também adorada. Particularmente, acho um som bem interessante, porém, a apresentação de Scott Weiland e seus companheiros ficou marcada como o show de abertura de Alice in Chains. E todo mundo sabe como é show de abertura. A galera não vê a hora de acabar o quanto antes.

Então veio a hora tão esperada. Alguns minutos antes do início do show do Alice in Chains, o clima na pista era de ansiedade total e felicidade. Da última apresentação da banda no Brasil, em 1993 até 2011, muita coisa aconteceu. Em 2001, com a morte do vocalista Layne Staley, o grupo de Seattle encerrou as atividades para a tristeza dos fãs ardorosos do melhor do grunge. Mas em 2005, o guitarrista Jerry Cantrell, reuniu novamente os companheiros e chamou o vocalista Willian DuVall, para lançar uma disco em homenagem a Staley. Surgia “Black Gives Way To Blue”, que rendeu uma turnê mundial e um retorno definitivo. Em um instante, gritos na multidão, e Sean Kinney dá as três primeiras batidas nos pratos que trazem “Them Bones”, e o grito galera: “Ahhhhhh”...”Ahhhhhhh”!!! Êxtase total. O que se viu depois foi uma sequência de grandes clássicos dos anos 1990, e três músicas do disco novo. No intervalo de cada música, a banda era ovacionada aos berros: “Alice in Chains”, “Alice in Chains”. Sem dúvida, um sonho realizado para quem não estava no Hollywood Rock, em 1993. Um sonho grunge, que incomodou muitos vizinhos, e que inspirou muitas tardes e noites de sábado. Letras melancólicas, depressivas, riffs pegajosos, pesados, completados por um baixo pulsante, uma bateria vibrante, e duas grandes vozes. O grunge em sua essência, trazendo as recordações da adolescência. Melhor show da noite, quiçá do ano.

Com o fim do show do Alice in Chains, faltava o desfecho, a cereja do bolo. E o Faith No More, mostrou mais uma vez ser mais do que isso. A volta do grupo há alguns anos atrás, evidenciou a mudança de comportamento do vocalista Mike Patton. Nos anos 1990, a possibilidade de um show ruim do grupo era grande. Patton, sempre muito drogado, se divertia tanto no palco que chegava a estragar o show muitas vezes. Hoje em dia, ele ainda possui a cara de maluco, e segundo revistas especializadas, ainda usa drogas, porém, sua atitude é totalmente diferente. Patton é sinônimo de extravagância, loucura, mas seu carisma e presença de palco, completado pelo incrível controle e potência vocal, o transformaram em um dos maiores vocalistas do rock. No SWU, a banda conquistou o público logo de cara, com o jeito carismático e cara de pau de Patton. Não que seja um artifício para esconder a falta de qualidade do som. Muito pelo contrário. O Faith No More, ao vivo, é uma pancada no ouvido misturada à suavidade de boas melodias. Ao final do show, é hora de levar o corpo cansado para casa com o gostinho de satisfação e felicidade plena. A chuva, a lama, e os empecilhos no caminho, mostraram-se pequenos obstáculos no caminho. Quem foi ao festival sabe que pequenos detalhes esqueceremos com o tempo. Mas os shows, ahh!!! Os shows, não esqueceremos jamais!

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sábado, 5 de março de 2011

Professores do Samba

Uma discussão travada numa das salas da Sociedade Brasileira de Autores, em fins da década de 60, colocou a seguinte pergunta à Donga e Ismael Silva. Qual o verdadeiro samba?

Donga diz:
_Ué. Samba é isso, há muito tempo:
“O chefe da polícia pelo telefone mandou me avisar, que na Carioca tem uma roleta para se jogar...”

Ismael retruca:
_Isso é maxixe.

_Então o que é samba?

E Ismael cantarola:
"Se você jurar que me tem amor, eu posso me regenerar..."

Então Donga completa:
_Isso não é samba, é marcha!

De acordo com a Biblioteca Nacional, o primeiro samba registrado no país foi “Pelo Telefone”, de Donga, em 1916. A discussão acima entre os grandes sambistas refere-se a forma do samba. Entre 1917 e 1927, o samba era feito nos “ranchos”, casas como a da Tia Ciata, principalmente em rodas que privilegiavam o Partido Alto: uma pessoa dançava por vez, acompanhada por palmas, cavaquinho, pandeiro, violão e até instrumentos de sopro. Mas existia também o samba corrido onde todo mundo sambava e cantava. Este samba no período do carnaval era levado as ruas em passeatas que atraiam foliões representando pastores em roupas de cores vivas e outros personagens que lutavam contra a figura principal que dava nome ao rancho. Um exemplo interessante é o Grupo de Caxangá que saía por diversão durante o carnaval, com os integrantes fantasiados de nordestinos, comandados pela flauta de Pixinguinha. Do fim da Primeira Guerra Mundial a 1927, o samba estabeleceu suas raízes e se profissionalizou. As gravações deste período marcam o fim das gravações mecânicas e o advento do sistema elétrico – guardam entre eles a marca sonora do seu parentesco com os sambas do partido alto dos baianos, que soavam ainda como eco de suas origens rurais no recôncavo.

Foi então preciso que uma nova geração de talentos, já agora saídos das camadas baixas cariocas, igualmente herdeiras de uma tradição local de sambas de roda à base de versos repetidos, fizesse sua contribuição definitiva para a carreira comercial do gênero: o samba batucado e marchado da Estácio.O bairro do Estácio, na zona norte do Rio, foi abrigo desde o início de uma população proletária, com pequenos comércios e atividades artesanais. A proximidade com a zona de prostituição do Mangue, atraía para os seus muitos bares os bambas das zona – os tipos especiais de indivíduos que viviam da exploração do jogo ou das mulheres. Esse tipo de personagem na época ficou conhecido como malandro. E não demorou muito para que os malandros se reunissem para organizar um bloco, que se tornou um sucesso. Surgia o embrião da primeira escola de samba em 1927: a “Deixa Falar”. Essa nova forma de samba urbano arquitetado por Ismael Silva e outros – conhecido como samba carioca – afastou-se definitivamente do modelo do partido alto dos baianos, quando foi introduzido o surdo de marcação por Alcebíades Barcelos. De fato, o som desse tambor empurrava o samba para frente e o deixava mais solto pelas ruas, mas, ao mesmo tempo por oposição ao movimento do partido alto (que neste ponto se aproximava do maxixe), havia o risco de simplificação ao nível de marcha ao acelerar o ritmo. Tal diferença ficaria representada na discussão travada na década de 60 entre Donga, o filho de baiana que marcou o partido alto em 1916, e Ismael Silva, carioca, pioneiro dos sambas do Estácio. Bate boca e debates a parte, ambos tiveram uma participação decisiva nos moldes do carnaval e sambas modernos. Para saber mais sobre a “Deixa Falar” – (leia aqui) mais sobre a história da primeira escola de samba.

Foto retirada deste link
 
Fontes:

Escolas de samba – O que, quem, como, onde e por que – Sérgio Cabral
História Social da Música Popular Brasileira - José Ramos Tinhorão Follow Fabricio_blog on Twitter

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Lynyrd Skynyrd - Brasil 2011

Com 4 anos de carreira o Lynyrd Skynyrd se encontrava em uma fase ascendente numa série de shows antológicos, como a apresentação para 100 mil pessoas em Knebworth, ao lado dos Rolling Stones. O grupo começava a sair do anonimato com a ótima receptividade do álbum “Street Survivors”, e já atravessava o oceano para mostrar seu southern rock que mistura rock, blues e country na Europa. Tudo ia muito bem naquele ano de 1977, até ocorrer um acidente aéreo que vitimou músicos, roadies e tripulação. Apresentando falhas mecânicas, o avião caiu numa floresta perto de Mississippi, matando na hora o vocalista Ronnie Van Zant, o guitarrista Steve Gaines e mais dois integrantes morreram na hora. O acidente expôs o Lynyrd Skynyrd na mídia de uma forma intensa, o que contribuiu para que os álbuns já lançados vendessem alguns milhares de cópias a mais. Em 1991, os sobreviventes do acidente gravam o inédito Lynyrd Skynyrd, com Johnnie Van Zant - irmão de Ronnie - nos vocais. Duas décadas depois, a banda permanece na ativa com seis discos lançados por essa formação, mas somente com um integrante do grupo original: Gary Rossington. A atual apresentação ainda privilegia os velhos e bons sons dos anos 70, e o Brasil terá a chance de conferir  Lynyrd Skynyrd em junho, com local e praças indefinidas. Eu estarei lá.      

***Neste vídeo de 2003, deixo minha homenagem ao penúltimo integrante a falecer em 2008: Billy Powell (Teclados)
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sábado, 18 de setembro de 2010

40 anos sem Jimi Hendrix - o maior guitarrista de todos os tempos

Seu som era tão alto que alcançava as nuvens no céu. As cordas de sua guitarra foram um símbolo de sua revolta e de sua genialidade. Quarenta anos depois da morte de Jimi Hendrix, seus acordes ainda ecoam nos tempos, buscando espaço entre a lua e as estrelas, porque ele faz parte do universo como um meteoro que destruiu paradigmas. Existe uma guitarra antes e outra depois de Jimi. Ele não teve o primeiro grau completo na escola e não sabia ler e nem escrever música, mas tinha uma genialidade musical absoluta. Justamente por não conhecer a teoria nem da música, nem da guitarra, ele se aproximou da sua fiel Fender Stratocaster como se fosse um instrumento sem passado – portanto, repleto de futuro. Ele reinventou. Mostrou que não se tocava com as cordas, mas com toda a extensão do instrumento. Hendrix colocava sua alma, todo o seu corpo ao tocar, e abusava da guitarra: barra de trêmulo, distorção - pedal de wha-wha -, microfonia, trastejadas, ruído, sujeira. Tudo era expressão e música em seus ouvidos. “Era um gênio. Isso dava pra notar. Qualquer coisa como uma mistura de Beethoven e John Lee Hooker.”, afirma o baixista Billy cox, que tocava com o mestre. Hendrix está vivo, hoje. Suas canções permanecem jovens para sempre. No fim dos anos 60, o tempo, suspenso, brincava de faz de conta e reluzia o paraíso, onde perigo não era palavra, o pecado não existia. A morte se fincava na realidade como uma ilusão e o prazer era uma possibilidade alcançável e eterna. O estranho blues do céu vazio e pleno, o rock traduzido em uma nova vertente era fácil, tão óbvio. Buscar outros sons sem nenhum esforço, tirar músicas somente com o ouvido era como um salto, lento, flutuando no ar, bem próximo das asas prateadas do doce anjo. Em seu livro “Domador de Raios, Ana Maria Bahiana, define o maior guitarrista de todos os tempos com precisão: “Hendrix aparece como um mago da linhagem de heróis domadores de trovões que a mente humana sempre arquitetou. Alguém que, movido pelo puro impulso, pela intuição bruta, corre todos os riscos, mergulha no fogo das experiências e dele sai iluminado”. O instrumento que ele dominava foi seu grande amor. “A guitarra era mulher, e era sedutora. E poderosa. Havia um imenso poder ali, dormindo naquele corpo de fibras e cordas”.



Fontes:
18 de setembro - 40 anos sem Jimi Hendrix
Wikipedia - História do mestre
Domador de Raios de Ana Maria Bahiana
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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Homenagem ao centenário de Adoniran Barbosa

Meu peito parece táubua de tiro ao álvaro e não tem mais onde furar. Isso porque levei tanta frechada do teu olhar que ficou claro o que ocorreu. É uma paixão intensa que acende muita lenha no fogão, afinal, sou brasa em fogo que não apaga. Quando te achei, havia tanta coisa pra te dar, havia lua cheia sobre o mar, espanto e amor. A minha vida vazia, meus vinte anos de espera e de grande melancolia, se encheram de esperança. Quando você aparece na Avenida São João, até o sol enlouquece e se esquece da obrigação. Quero sair para passear nesse domingo cheio de luz, com passarinhos cantando, as plantas, o céu azul. Vou sair com a namorada, depois vamos ao cinema, pipoca, pastel e garapa, com a felicidade como lema. Mas a noite chega e terei de ir. Sinto muito amor, mas moro em Jaçanã e se eu perder esse trem que saí as onze horas, só amanhã de manhã. Quando o dia clarear, eu venho te buscar para ir ao samba que o Arnesto nos convidou. Tudo bem que a última vez nos fumos e não encontremos ninguém, e voltemos com uma baita reiva. Mas é melhor que ir ao samba no bexiga na casa do Nicola. Não lembro se te contei. A mesa não deu conta e saiu uma baita duma briga. Era só pizza que avuava junto com as braxola. Nóis era estranho no lugar e não quisemo se meter, porque não fumos lá pra brigar, nóis fumo lá pra come, e na hora “h” se enfiemo debaixo da mesa. Depois de ir no Arnesto, vamos armoçar, sentados na calçada, conversar sobre isso e aquilo, coisas que nóis não entende nada. Podemos, puxa uma paia, andar um pouco pra fazer o quilo e vou te mostrar um edifício alto, onde existia uma casa velha, um palacete abandonado. Foi lá, que eu, Mato Grosso e o Joça, construímos nossa maloca. Nem quero lembrar do dia que veio os homi cas ferramentas derruba e nóis fumo pro meio da rua. Duia no coração e o Mato Grosso quis grita, mas em cima eu falei que os homi ta cá razão, e nóis arranja outro lugar. Mas só se conformemos quando o Joca falou: “Deus dá o frio, conforme o cobertor”. Valeu a pena. Posso te dizer que na saudosa maloca nóis passemo dias feliz de nossas vidas.
“ Pra Adoniran tiro o chapéu
E como diz o ditado:
Quem a todos cumprimenta
Também é cumprimentado...”



Fonte:
http://letras.terra.com.br/adoniran-barbosa/

Foto retirada de:
http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://jornale.com.br/zebeto/wp-content/uploads/2009/03/adoniran-barbosa.jpg&imgrefurl=http://jornale.com.br/zebeto/page/442/&h=506&w=500&sz=29&tbnid=dyZXh33bSjUWTM:&tbnh=226&tbnw=223&prev=/images%3Fq%3Dfoto%2Bde%2Badoniran&hl=pt-BR&usg=__4EIJhphytuyXmt0UT_OB_GMi-XQ=&sa=X&ei=cCFsTKzdEML98Aal7-WgCw&ved=0CB8Q9QEwAQ Follow Fabricio_blog on Twitter

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Virada Cultural 2010: Som e Fúria

É mais do mesmo falar das deficiências da Virada Cultural, em São Paulo. Não quero repetir a postagem do ano passado, mas lá vou eu escrever sobre o lixo excessivo nas ruas, e a falta de banheiros químicos pelo centro. Além disso, já é normal as paredes de lojas e prédios clássicos virarem mictórios. Alguns problemas foram resolvidos em relação à quinta edição do evento, como o aumento da estrutura do palco, o que melhorou a visualização do artista para quem está longe, ou o espaçamento entre os shows que acabou com o efeito “panela de pressão”. Infelizmente neste sexto ano houve uma morte de um menor de idade, esfaqueado na avenida São João. Reparei que a polícia estava presente nas principais esquinas, mas os homens da PM pareciam apáticos, como se fossem guias de rua. O centro da cidade na madrugada vive somente durante o evento, ou melhor, renasce das cinzas das pedras da cracolândia. O problema crônico do vício no craque parece sem solução. Ás 2 da manhã na rua Gusmões, o isqueiro continuava acendendo e apagando a alma dos pobres viciados, que se amontoavam na calçada como bichos entre cobertores e sujeira. É a fúria dos angustiados ao lado do som dos que não estão nem aí para esta situação. E eu sou um deles, já que faço parte dessa sociedade que nada faz para ajudá-los e nada faz pela revitalização do centro velho. A prefeitura estima que 4 milhões de pessoas frequentaram a Virada, o mesmo número do ano passado, porém parece que todo mundo resolveu se alimentar de hora em hora no mesmo momento. As filas para comer um simples sanduíche de procedência duvidosa eram enormes, e as barracas de pastéis (que constavam da programação) faziam os clientes quase saírem no tapa para encaminhar seu pedido. Algumas atividades como exposições, cinemas, dança e teatro também eram o inferno na Terra. Pelo menos a diversidade dos palcos, que trouxeram diversas tribos ao evento valeram muito a pena com o registro de poucas brigas. Assisti aos shows dos remanescentes do Buena Vista, Pablo Moses e Fully Fullwood no reggae, Living Colour e Big Brother (banda de Janis Joplin) no rock, mas meus destaques foram ás apresentações dos paraibanos do Cabruêra no palco independente e Booker T. Jones (soul-blues) na São João. Deixo abaixo dois vídeos com palhinhas dos eleitos. Ano que vem teremos mais do mesmo na Virada 2011, ou os artistas serão o destaque dessa vez? Com a sabedoria de quem foi a todas as edições, balanço a cabeça. A resposta é não.

Booker T. na avenida São João

Cabruêra na FIG
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Os quatro cavaleiros

As músicas pesadas que preocupavam os pais nos anos 80, hoje fazem todos balançarem a cabeça no ritmo heavy. Percebi muitos “coroas” acompanhando seus filhos e desfrutando ao máximo o impactante show do Metallica no último sábado, em São Paulo. Até a incessante chuva que atazanou a vida dos paulistanos deu uma trégua, em uma noite de clima agradável, onde 68 mil pessoas viram o grupo norte-americano colocar o Morumbi abaixo. Onze anos depois da sua última passagem pelo Brasil, Kirk Hammett domina os riffs (apesar das suas limitações técnicas) e James Hetfield tem a mesma garra de sempre. Lars Ulrich permanece agressivo na bateria e continua sendo o maestro do Metallica, e Robert Trujillo acompanha com competência no baixo, não deixando espaço para lembranças de Jason Newsted ou Cliff Burton. O início do show é aquele mesmo do DVD ao vivo "Orgulho Paixão e Glória", um trecho de "The Ecstasy of Gold", de Ennio Morricone, acompanhada da projeção de uma cena emblemática do faroeste "Três Homens em Conflito", de Sergio Leone, no telão. Essa é a introdução para que a banda apareça em cena trazendo os clássicos "Creeping Death" e "For Whom The Bell Tolls", ambas do segundo disco "Ride the Lightning" (1984). Na seqüência, a banda trouxe "The Four Horsemen", do estreante "Kill 'Em All" (1983), e encaixou "Harvester of Sorrow" para detonar um estrondo por todos os cantos. Em duas horas de apresentação, a banda tocou 17 músicas -só quatro do disco mais recente, "Death Magnetic" (2008). Os hinos do Metallica estouraram os ouvidos com toda potência em "Sad But True", "Master of Puppets", "Enter Sandman", fechando com “Seek and Destroy”. Os fãs insandecidos disputavam cada espaço, as rodas abriam repentinamente quebrando tudo e a organização não deixou a desejar. A estrutura foi mais pacata em relação ao AC/DC. Um telão enorme preenchia os fundos, enquanto uma espécie de mezanino foi posicionado na parte de trás. Fora isso, o espetáculo teve fogos de artifício e vários lança-chamas, que eram acionados antes ou durante a execução de canções como "One". Os quatro cavaleiros do metal merecem todos os urros e aplausos. “Apenas chame meu nome, pois eu irei ouvir seu grito Master, Master..”
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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

AC/DC em SP

Tocaram os sinos do inferno e 70.000 pessoas embarcaram na highway to hell’, afinal ‘hell ain´t a bad place to be’ quando se tem o AC/DC por perto. O quinteto, formado em 1973 e com mais de 200 milhões de cópias vendidas de seus 15 discos, trouxe toda a sua super estrutura para o lotado estádio do Morumbi, em São Paulo: um palco enorme, com telões que exibiam imagens dos músicos, vídeos antigos da banda e animações. Foram duas horas de explosões, labaredas, tiros de canhão, plataformas suspensas, chuva de papel picado, Rosie (a boneca inflável) e para fechar a viagem, uma locomotiva de oito toneladas no palco. Entre as 70 mil pessoas que estavam no local, era fácil encontrar desde fãs contemporâneos dos músicos (cerca de 55 anos) até adolescentes acompanhados dos pais. O acessório mais visto entre o público foram chifres vermelhos que piscavam e simulavam os chifres que estavam acima do palco. Na escuridão antes do início do show, era fabuloso acompanhar quantos chifres piscavam. Aí veio o som, e os autralianos corresponderam como se esperava. Foi AC/DC no sangue, do início ao fim. Já a técnica do guitarrista Angus Young é um espetáculo a parte. A perícia em escalas intermináveis sem perder a linha rítmica tornam cada solo um momento especial. Durante a melhor de todas "Let There Be Rock", Young caminha por uma extensa passarela que termina no meio do estádio. Sobre uma plataforma, ele é erguido enquanto faz um fantástico solo de guitarra. Uma chuva de papel picado cai sobre o músico. O público delira e o estádio quase vem abaixo. Posso dizer que foi um show completo. Não faltaram faixas como "Thunderstruck", "Back in Black", "Highway to Hell", "Whole Lotta Rosie" e a emocionante "You Shook Me All Night Long".Logo depois do começo do show, que foi iniciado por "Rock 'N Roll Train", o vocalista Brian Johnson, disse a multidão enlouquecida: “"Nós não falamos muito bem o "brasileiro", mas sabemos falar muito bem o rock and roll". Estou totalmente convencido disso. É a única língua universal. Beavis e Butthead já diziam.


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domingo, 6 de dezembro de 2009

Festival Maquinária

O mês de novembro foi bem corrido para este blogueiro. Ainda não tive a oportunidade de escrever sobre os três grandes shows que rolaram aqui por Sampa: Jane´s Addiction, Faith No More e AC/DC. Vou começar pelo dia 7 de novembro com o Festival Maquinaria, na Chácara do Jockey. Cheguei na hora do show do Deftones, e perdi os dois nacionais que abriram o festival: Nação Zumbi e Sepultura. Nada contra os brazucas, mas estou ficando velho e tantas horas de pé, pulando e disputando espaço cansa este ancião do rock. O peso do Deftones foi até interessante, mas é um som que tenta fugir do rótulo de new metal, e é enlatado e fraco. O segundo nome internacional a tocar foi o grupo californiano Jane's Addiction, que começou o show com o sol praticamente posto e clima mais ameno. Os primeiros acordes soam da guitarra de Dave Navarro, e o show foi se desenvolvendo, sempre muito consistente, com uma harmonia perfeita entre os integrantes, que são tecnicamente perfeitos em cada movimento. Navarro seguia a cada música concentrado em sua guitarra, até em Three Days provar que a guitarra realmente era uma extensão de seu corpo. A apresentação se destacou pelo visual, por conta da estampa psicodélica que servia de cenário para a banda e pelo empenho dos integrantes do grupo em mostrar uma performance que vai além da música. Outro atrativo do show foi a presença de duas dançarinas que, com roupas sensuais, animaram o público. O Jane´s subiu muito o nível musical com grandes clássicos do fim dos anos 80 e empolgou a galera que nunca tinha ouvido seu som. Sem dúvida foi melhor que a principal atração, que viria em seguida, com todo o respeito que o Faith no More merece.
Por volta de 21h50, o vocalista Mike Patton entra de guarda-chuva e tira aplausos e risos da platéia molhada pela insistente chuva. O show Faith no more foi muito bom, mas os fãs sentiram falta de alguns clássicos, como 'Falling to pieces'. O vozeirão de Patton passava sem tranco, do romantismo para a pauleira, mudando de tom em uma facilidade espantosa. As viradas sempre precisas do baterista Mike Bordin, pontuavam a excelência da banda. A música "Digging the Grave" fechou a noite com a categoria merecida. Coloco abaixo um vídeo que prova tudo o que disse acima. Quem assistir, pode ter a ideia de quem foi melhor. Deixando a polêmica de lado, no próxima postagem falarei do AC/DC. Clique aqui e veja a abertura do show do Jane´s. E neste link para ver Faith no More.



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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Bourboun Street Fest 2009

Virou tradição nesta época do ano prestigiar a boa música de New Orleans, no aclamado evento que o Bourboun Street promove todos os anos em São Paulo. O pontapé inicial da sétima edição começa neste sabadão, dia 15, no parque do Ibirapuera com 4 atrações gratuitas, a partir das 15h30. O festival conserva uma receita musical eclética que mistura jazz, blues, soul e funk em um caldeirão fervente de diversidade, que traz sempre grandes bandas. O som de boa qualidade continua na outra semana, domingo (23), finalizando mais um ano de evento na rua do Bourboun. O endereço, na rua dos Chanés, ao lado do shopping ibirapuera, é de fácil acesso, apesar do aperto na multidão, que representa o sucesso crescente com o passar dos anos. Acesse o site bourbonstreetfest.com.br e ouça uma canja da programação desta edição. Meu destaque vai para o grupo Big Sam´s Funky Nation que faz um groove/funk com elementos do Rhythm and Blues. Esse show não perco por nada!

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sábado, 11 de julho de 2009

O rei do pop

Não posso negar que quando era criança ouvia Michael Jackson e até curtia. Tinha o disco Bad e ainda tenho o Dangerous. Em vinil, é claro! O cd ainda era uma novidade para poucos. Com o passar do tempo deixei o maior artista pop da história de lado e nunca mais ouvi nada de sua discografia. A realidade é que o movimento pop e as músicas de Jackson tem refrões repetitivos e que cansam rapidamente. É som para ouvir em determinadas épocas, mas que morrem com o tempo. Foi muito bom reviver o fim dos 80 e começo dos 90 com a exaustiva programação dedicada ao rei do playback nessas últimas semanas. O que bagunça minha cabeça é a exploração da imagem do cantor pela família com a desculpa de uma despedida com seu público. A mídia abusou e espremeu até a última gota a morte do astro pop. Teve emissora que transmitiu na íntegra o "showneral" também apelidado de tributo. O mundo todo fez igual lembrando o mesmo Michael que foi renegado mais de 15 anos e condenado por algo que nunca foi provado. Fizeram a cabeça de muita gente. Jackson era culpado. E as boas pautas, fora dos palcos nunca deixaram de existir. Deixando de lado essa minha visão, o "showneral" teve alguns bons momentos musicalmente falando. E um ótimo representado por John Mayer, com "Human Nature". Vai com Deus Michael! Sua música representou uma parte de minha vida de muita felicidade. Obrigado.

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domingo, 10 de maio de 2009

Pitaco Musical

Aguardo por alta voltagem para realizar um dos meus sonhos no rock. O AC/DC deve vir ao Brasil este ano. A banda formada na Austrália em 1973, pelos irmãos Angus e Malcolm Young, é geralmente classificada como heavy metal, no entanto, os seus membros sempre classificaram a sua música como rock and roll. O AC/DC passou por várias mudanças de alinhamento antes de lançarem o seu primeiro álbum, High Voltage, em 1975. A formação manteve-se estável até a morte do vocalista Bon Scott em 1980, após consumir grande quantidade de álcool. O grupo considerou por algum tempo a separação, mas rapidamente o ex-vocalista dos Geordie, Brian Johnson, foi selecionado para o lugar de Scott. Foi uma grande mudança, mas que aumentou a popularidade do grupo. Mais tarde nesse ano, a banda lançou o seu álbum mais vendido, Back in Black, que estorou e já vendeu mais de 42 milhões de cópias em todo o mundo. Após 8 anos sem nada novo, os australianos lançaram no ano passado o disco "Black Ice", que é o décimo quinto disco da banda. Vamos ver se o AC/DC realiza o desejo de milhares de fãs brasileiros e detonam algum estádio por aqui. Por enquanto é tudo especulação, mas assim que a grande notícia for confimada,volto aqui para postar e comemorar. A grade e Angus que me esperem.

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domingo, 3 de maio de 2009

Pitaco Musical

Assisti neste final de semana a algumas apresentações e shows na Virada Cultural, em São Paulo. Em outra postagem falarei das minhas impressões sobre a edição deste ano. Agora quero eleger o que mais gostei. Sou suspeito para concluir que a Nação Zumbi roubou a cena na Praça da República, mas isso é fato. O maracatu que pesa mais de uma tonelada requer muita potência de som. Os tambores potentes equalizados no mais grave possível, com solos nervosos e riffs precisos do guitarrista Lúcio Maia, trouxeram a força habitual da Nação, que deixou expressões de alegria na multidão que lotava o local, mesmo com o sol forte do meio-dia.

A banda pernambucana passeou por toda a sua carreira sem sonegar os hits que os transformaram ao lado de Chico Science, em um dos maiores nomes do rock brasileiro dos anos 90. O repertório da banda foi desde "Manguetown", "Rios pontes e overdrives", "Maracatu Atômico" ,até "Blunt of Judah", "Inferno" e "Bossa Nostra". Já presenciei muitos shows da Nação, (inclusive na virada cultural em 2007), mas dessa vez os caras se superaram. Foi a constatação para quem não conhece muito a banda que peso e melodia podem conviver lado a lado perfeitamente.

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domingo, 26 de abril de 2009

Pitaco Musical

Revirando meu baú de velharias, descubri outro dia uma fita de vídeo que me fez refletir como dez anos passam voando. Em 1999, gravei da minha amiga Fernanda Domingues, o show (Pulse-1994), do Pink Floyd. O espetáculo foi um marco para mim. Era uma revolução musical e visual para um garoto de 15 anos. Pouco tempo depois comprei o cd e a partir daí me aprofundei no trabalho dos ingleses. Hoje em dia ainda considero a banda com a mesma intensidade de quando a conheci. O disco "Dark side of the moon", continua sendo o meu preferido e é executado ao vivo na íntegra em "Pulse". O álbum fala sobre as pressões da vida, como tempo, dinheiro, guerra, loucura e morte. É um disco completo e perfeito. Não se escolhem faixas aleatoriamente. Se você tiver o vinil, posicione o lado A, se for o cd, é faixa 1, e play. Assistir a apresentação da execução do disco é como assistir a um filme que não permite pausa.

A velha fitinha perdeu o espaço para os novos tempos. O Floyd não. Quase quarenta anos após o lançamento de Dark Side, muitas canções continuam atuais e vendendo muito. É o caso de “Time”, que é o pitaco musical de hoje. A obra do Pink Floyd transita no tempo sem necessariamente pertencer ao passado, futuro ou presente. É atemporal. Uma parte da letra de “Time”, diz: "O sol permanece, relativamente o mesmo, mas você está mais velho. Cada ano está ficando mais curto, nunca você parece ter tempo. Planos que tampouco deram em nada, ou em meia página de linhas rabiscadas". Assim como Sgt. Peppers, dos Beatles, é fundamental escutar na íntegra e ter em sua coleção o disco clássico de 1972. Quem quiser baixar, clique na vitrola, e se gostar adquira o DVD. Com alta qualidade de som e imagem, me lembrei porque esqueci tão rápido do VHS.



Veja a letra de Time Follow Fabricio_blog on Twitter

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Virada Cultural

Nunca perdi nenhuma edição da Virada Cultural em São Paulo. O evento é promovido desde 2005 pela Prefeitura da cidade com o intuito de promover 24 horas de atrações em uma verdadeira maratona cultural. Ao longo dos anos, a Virada foi atraindo cada vez mais público. Em 2008, a prefeitura estimou que 4 milhões de pessoas prestigiaram mais de 5 mil artistas.

A organização da Virada Cultural 2009, divulgou nesta semana os destaques da programação musical. O evento será realizado nos dias 2 e 3 de maio, das 18h às 18h. Segundo a Prefeitura de São Paulo, serão centenas de opções distribuídas pela cidade, com maior concentração no centro. A programação deste ano me surpreendeu pela qualidade e por isso me deixou muito feliz. Vou destacar o que não deve ser perdido:

O tecladista britânico Jon Lord, ex-Deep Purple, dará início com chave de ouro à maratona de espetáculos no palco principal do evento, montado na Avenida São João. Ao lado da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, ele vai apresentar o Concerto para Grupo e Orquestra, de 1970.

No mesmo palco vão se apresentar Geraldo Azevedo, Marcelo Camelo, o coletivo Instituto tocando Tim Maia Racional (com BNegão, Thalma de Freitas e Carlos Dafé), Tribo de Jah, Cordel do Fogo Encantado, Zeca Baleiro, Novos Baianos e Maria Rita. Recomendo a presença em todos, mas existem outros palcos, com muita coisa boa. O Teatro Municipal, mais uma vez, reunirá artistas tocando álbuns clássicos na íntegra. Arrigo Barnabé vai apresentar seu "Clara Crocodilo" ; Egberto Gismonti tocará "Alma" e Tom Zé interpretará o álbum "Grande liquidação".

O grito de "Toca Raul" que acontece em qualquer show de rock, será dispensado na Estação da Luz, onde acontecerão shows em homenagem aos 20 anos da morte de Raul Seixas, a serem completados em agosto. Lá, cada atração irá interpretar um disco do cantor e compositor baiano na íntegra. O primeiro show apresenta a banda original de Raul, Os Panteras. A programação conta ainda com as presenças do último kavernista Edy Star, Vivi Seixas (filha do cantor), Kika Seixas (ex-mulher) e do roqueiro Nasi. A última atração será o cantor Marcelo Nova. Imperdível!

A Praça Dom José Gaspar reunirá pianistas. Passarão por lá Duo Lumina, Duo Gis Branco, Vitor Gonçalves, Lulinha Alencar, Pepe Cisneros, Beto Betrami, Leandro Cabral, Edson Sant’anna, Beba Zanettini, Rafael Vernet, Délia Fischer e Mário Moita. Se a tranquilidade não é muito sua praia, você pode recorrer ao que fiz ano passado quando fui a pista eletrônica na XV de Novembro e no Largo São Francisco. Os locais trazem infindável harmonia entre todos presentes, e este ano trarão a presença inédita de artistas de grande importância no cenário mundial da Trance music, vindos de países como República Tcheca, Sérvia, Alemanha e Suíça.

Quem optar por dançar e requebrar ao som do samba-rock não se decepcionará. No Palco Rio Branco, o público poderá conferir apresentações de Sandália de Prata, Farufyno, Trio Mocotó, Clube do Balanço, Os Opalas, Sambasonics, Colomi, Balaco, Projeto Coisa Fina (Moacir Santos), Juliana Amaral e Gafieira etc e tal, Gafieira São Paulo e Havana. Estarei por lá para curtir sem dúvida.

Não tenho dúvida que o rock está muito bem representado na Praça da República. Grandes nomes do rock brasileiro se apresentam: Tutti-Frutti, O Som Nosso de Cada Dia, Joelho de Porco, Camisa de Vênus, Velhas Virgens, Matanza, Vanguart, Nação Zumbi, Nasi e The Electric Sitar Experience. Este último é considerado o maior citarista do Brasil, além de ser discípulo de Ravi Shankar. Para fechar muito bem o barulho das guitarras, o último show será da Central Scrutinizer Band, considerada a melhor banda cover de Frank Zappa do mundo. O grande destaque fica por conta deste encerramento, que trará Ike Willis, lendário cantor do grupo de Zappa.

O grande trunfo da Virada tem sido levar atrações de primeira linha a cidadãos de todas as classes sociais, muitos dos quais nunca estiveram em um teatro ou sala de concerto anteriormente. Também tem contribuído para fazer o público conhecer novos sons, e formar opinião sobre performances. O evento ainda propicia um renascimento do Centro Velho de São Paulo, ao levar os paulistanos para a região, que habitualmente se esvazia durante o fim de semana. A Prefeitura irá reforçar a quantidade de linhas de ônibus na madrugada e o metrô funcionará 24 horas. Vale a pena deixar o carro em casa. A única dor de cabeça é ter duas grandes atrações no mesmo horário.

Nesta postagem de hoje, todos as bandas que estão destacadas serão postadas no outro blog que participo, o "Na Agulha da Vitrola". Quem aparecer por lá, pode conhecer novos sons através de downloads, ou somente assistir aos vídeos que serão dedicados as atrações da Virada. Aposto que surgirão mais nomes assinalados como opções nos mapinhas da programação. Clique (aqui) e confira todos os horários no site oficial. Ficar em casa é marcar bobeira. Até lá pessoal.



Ás 3 da manhã entra no palco principal (São João) o grupo coletivo Instituto. Esse é o meu grande destaque porque sou louco pelos sons do disco Racional de Tim Maia.
Assista ao vídeo acima e se quiser conhecer mais
, clique na Agulha. Follow Fabricio_blog on Twitter

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

A primeira Escola de Samba


O início das escolas de samba está diretamente ligada á própria história do carnaval em sí, bem como a criação do samba moderno. Em agosto de 1928, na rua Estácio, no Rio de Janeiro, um grupo de sambistas ensaiavam ao lado de uma escola normal. Dali surgiu o "União faz a Força", que deu origem ao "Deixa Falar", que foi a primeira escola de samba do Brasil.

Criado por Ismael Silva, Bide, Silvio Fernandes, Oswaldo Vasques, Edgar, Julinho, entre outros, o "Deixa Falar" - que nunca chegou a desfilar como escola de samba realmente- foi de fundamental importância para o samba moderno. Entre as contribuições para o carnaval atual se destacam o cortejo capaz de desfilar sambando, o conjunto de percussão, sem a utilização de instrumentos de sopro e a ala das baianas.

Mas seus integrantes não apreciavam a forma do samba da época, ainda muito parecido com o maxixe. Criaram então um novo formato de samba, e um novo instrumento de percussão. De uma lata de manteiga de 20kg, Alcebíades Barcelos, conhecido como "Bide" inventou o "surdo". Ele abriu os dois lados da lata, esticou por cima um pedaço de papel de saco de cimento umidecido e ligeiramente quente, prendendo com arame grosso. Estava pronta uma inovadora ideia que se tornou o principal instrumento da percussão da bateria.

Foi Bide também quem fez a nova marcação do samba, feita pelo surdo e quem determinou como seria o samba da escola. Até então, o samba tinha um refrão e o resto era improvisado. O samba também passou a ter a segunda parte composta. Nos dias de hoje, todos os gêneros dele derivados, são o reflexo das modificações criadas por Bide em 1928. A estréia do "Deixa Falar" no carnaval ocorreu no ano seguinte a sua fundação.

Foram os sambistas da Estácio que criaram as bases das atuais escolas de samba. A Deixa Falar fez muito sucesso entre os moradores da região. Ela acabou por estimular a criação, nos anos seguintes, de outras agremiações de samba. Surgiram assim, posteriormente, as seguintes escolas de samba: Cada Ano Sai Melhor, Estação Primeira (Mangueira), Vai como Pode (Portela), Vizinha Faladeira e Para o Ano sai Melhor.

Carregue e ouça abaixo a entrevista concedida por Ismael Silva, nos anos 70, onde ele fala sobre a primeira escola de samba, sua parceria com Noel Rosa, e para finalizar, escute ao samba “Quem não quer sou eu”.



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Em 1929 ocorreu o primeiro concurso de sambas, realizado na casa de Zé Espinguela, onde o "Conjunto Oswaldo Cruz" saiu vencedor e do qual participaram também a "Mangueira" e a "Deixa Falar". Esse ano é considerado o marco da criação das escolas. No ano de 1932, o Jornal Mundo Sportivo, de propriedade do jornalista Mário Filho, (irmão de Nelson Rodrigues), resolveu realizar a organização de um desfile carnavalesco. O jornal que se encontrava sem assunto e perdendo leitores, teve a ideia de fazer na Praça Onze, - avenida Rio Branco, no Rio de Janeiro, um desfile de escolas de samba.

Assim 19 escolas compareceram. O jornal estabeleceu critérios para o julgamento das escolas participantes. A tradicional "ala das baianas" era pré-requisito para concorrer, sendo que as escolas, todas com mais de cem componentes, deveriam apresentar sambas inéditos e não usar instrumentos de sopro, entre outras exigências.

Com o passar do tempo, as escolas incluíram o casal de mestre-sala e porta-bandeira, enredo, e a comissão de frente, elementos aos quais Ismael Silva, ao idealizar o Deixa Falar, era contrário.

Não demorou muito para que as escolas de samba também se expandissem para outros estados, com a fundação em 1935, da "Primeira de São Paulo". Os concursos oficiais na capital paulista só começaram em 1950, com a vitória da "Lavapés", porém antes disso já existiam outros pequenos torneios entre escolas.

Nestas primeiras décadas, as escolas de samba não possuíam toda estrutura e organização. Eram organizadas de forma simples, com poucos integrantes e pequenos carros alegóricos. A competição entre elas não era o mais importante, mas sim a alegria e a diversão.

No início dos anos 40, os desfiles cresceram em tamanho e importância, ultrapassando os antigos ranchos em poucos anos, e criando uma nova cultura do samba. Nos primeiros desfiles o povo se aglomerava nas calçadas para ver o espetáculo, e as autoridades e jurados assistiam ao desfile de pequenos palanques de madeira, especialmente instalados para eles.

Logo apareceram os espectadores que traziam caixotes nos quais subiam para obter uma visão melhor. Em pouco tempo a prefeitura passou a instalar tablados rudimentares de madeira, com degraus de onde se assistia ao desfile em pé. Estes também foram insuficientes para o público cada vez maior e, em pouco tempo a prefeitura passou a instalar arquibancadas. A partir daí então, a classe média se misturava aos pobres para ver as escolas e, em meados doas anos 40 a prefeitura passou a cobrar ingressos para o desfile e os mais pobres ficaram de fora, aglomerando-se nos locais de concentração e dispersão das escolas.

Com o passar do tempo, as agremiações se organizavam cada vez melhor, construindo barracões com chão de terra batida para seus ensaios. Cresciam também em número de integrantes, o que propiciou o nascimento das alas, que tinham estatuto, diretor e presidente próprios.

Em 1952, foi criado no Rio de Janeiro, o Grupo de Acesso, devido ao grande número de escolas previstos para o desfile. Nos dias de hoje as escolas de samba do Rio de Janeiro e São Paulo estão profissionalizadas e movimentam milhões de reais.

Eu sinceramente não assisto, não gosto muito, mais respeito e muito a história do samba que eu adoro. Gostaria de voltar no tempo por uma noite para presenciar o carnaval no começo dos anos 30, onde a diversão prevalecia sobre a competição, e o samba predominava.

Deixo abaixo um curto vídeo com uma entrevista de Ismael Silva concedida a Globo, no ano de 1977 – um ano antes de falecer – esse é um dos raros registros do grande sambista.



A partir de hoje, este blogueiro entra no ritmo do carnaval e das marchinhas de rua na região dos lagos no Rio de Janeiro. A farofa vai pegar uma poeira até o dia 28 de fevereiro.

Ótimo carnaval a todos! Muita folia e agitação, ou bom descanso... Follow Fabricio_blog on Twitter

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Na agulha da Vitrola

Há exatamente uma semana, mais uma opção musical entrou no mundo da blogosfera. O blog "Na Agulha da Vitrola", criado e idealizado por Humberto Camargo, do excelente Tatu com Cobra, conta com a colaboração de Dj Kabeção, Silvia Camargo, e com a minha humilde participação.

Sem distinção entre diferentes estilos, o blog vai dar ênfase a diversos vídeos como: rock, reggae, blues, samba, jazz, hip-hop, entre outros, além de downloads para compartilhar um pouco das bandas postadas.



Certifique-se que suas caixas de som estejam ligadas e acesse:

http://www.naagulhadavitrola.blogspot.com/

A segunda dica de hoje é sobre esportes.

O canal a cabo ESPN BRASIL apresenta hoje ás 21h, o documentário "Brasil Olímpico",

São mais de cinquenta entrevistados debatendo os assuntos mais polêmicos do esporte olímpico brasileiro. Atletas, medalhistas olímpicos, dirigentes, deputados federais, senadores, técnicos, gestores esportivos, pesquisadores, professores de educação física e até o presidente da república, Luis Inácio Lula da Silva discutem os rumos do esporte de alto rendimento no pais.

Brasil Olímpico, "uma candidatura passada a limpo", nada mais é que o lado obscuro, que não estará no dossiê final de candidatura aos jogos do Rio 2016, que será entregue pelo governo federal e o COB ao Comitê Olímpico Internacional no dia 12 de fevereiro.

A ESPN não puxa-saco de ninguém e mostra o lado nebuloso do esporte. Esse programa merece sua atenção. Certamente irei gravar. Follow Fabricio_blog on Twitter

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Os dez melhores solos do Rock

Qual é o melhor solo de uma música de rock de todos os tempos? Pensando nisso, a revista especializada Guitar World escolheu os 50 mais importantes solos de guitarra da história do gênero. Concordo com pouca coisa desta seleção e, por isso, fiz também uma lista. Veja abaixo as duas, indicando os dez principais:

Revista:

1- Stairway to Heaven - Led Zeppelin
2- Eruption - Van Halen
3- Free Bird - Lynyrd Skynyrd
4- Comfortably Numb - Pink Floyd
5- All along the watchtower - Jimi Hendrix
6- November Rain - Guns and Roses
7- One - Metallica
8- Hotel California - Eagles
9- Crazy Train - Ozzy Osbourne
10- Crossroads - Eric Clapton

http://www.guitarworld.com/50_greatest_solos?page=0%2C4

Farofa Apimentada:

1- Free Bird - Lynyrd Skynyrd
2- Burning of the midnight lamp - Jimi Hendrix
3- Stairway to Heaven - Led Zeppelin
4- Woddchpper´s ball - Ten Years After
5- Mother - Pink Floyd
6- War Pigs - Black Sabbath
7- In memory of Elizabeth Reed - Allman Brothers
8- Young man blues - The Who
9- Layla - Eric Clapton
10- Train Kept a rollin - Aerosmith

E você? Tem sua própria lista? Qual é o seu solo favorito?
Sem dúvida o meu é esse :



Lynyrd Skynyrd é uma banda de rock-blues-country que se tornou conhecida no no sul do Estados Unidos em 1973, ganhando notoriedade internacional após a morte de diversos integrantes.

As faixas "That Smell" e "Free Bird" tornaram-se verdadeiros hinos na época.

Quando tudo parecia ir bem e com reconhecimento cada vez maior do público, um trágico acidente impactou a carreira da banda.



No dia 20 de outubro de 1977 , 26 pessoas, incluindo os músicos, roadies e tripulação, partiram em direção ao estado de Lousiana no avião particular da banda.

Apresentando falhas mecânicas, o avião caiu numa floresta perto de Mississippi. O vocalista Ronnie Van Zant, o guitarrista Steve Gaines e mais dois integrantes morreram na hora.

O acidente expôs o Lynyrd Skynyrd na mídia de uma maneira nunca antes vista, o que contribuiu para que os álbuns já lançados vendessem alguns milhares a mais de cópias. A gravadora MCA solta várias coletâneas no mercado e somente três anos depois, os sobreviventes do desastre aéreo formam um outro grupo, o Rossington-Collins Band, que não obteve grande repercussão.

Em 1991, os sobreviventes do acidente gravam o inédito Lynyrd Skynyrd 1991, com Johnnie Van Zant, irmão de Ronnie, nos vocais. A banda continua na ativa até hoje e promete o novo disco no início deste ano.

Porém mais uma baixa no grupo deixa os fãs novamente chateados. Na semana passada morreu o penúltimo integrante vivo, o magnífico tecladista Billy Powel. Agora o único remanescente da formação original é o guitarrista Gary Rossington.

Fica minha homenagem no vídeo acima ao fantástico Lynyrd Skynyrd. Considero uma das melhores bandas de todos os tempos. Quem não conhece, repare nos solos idênticos que são executados com maestria na música Free Bird e nas letras sempre marcantes que sempre tratam das coisas simples da vida. Follow Fabricio_blog on Twitter

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Little Joy

Estou com meu ingresso em mãos para assistir a apresentação da banda "Little Joy", hoje a noite no excelente Clash Club, em São Paulo.

O grupo é um projeto paralelo que reune Rodrigo Amarante (guitarrista dos Los Hermanos), Fabrizio Moretti ( baterista dos Strokes) e a vocalista americana Binki Shapiro.

Escutei há pouco tempo ao primeiro disco e gostei bastante das composições simples com sonoridade sessentista e de ritmo suave.

Little Joy é um oásis nesse deserto sem rumo que é o pop. Não esperava muito deles já que acho o grupo Los Hermanos horrível, mas a boa impressão que tive ao ouvir o disco, resultou na curiosidade em ver o show.

A banda que começou por acaso, faz um pop-folk com canções de clima relaxado e se apresenta hoje, amanhã e 5 de fevereiro, ás 20h. Só restam ingressos para o último dia e o preço fixo da entrada inteira é de R$60. Dúvidas acessem:

http://www.clashclub.com.br/

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