"A remoção ainda terá muitos capítulos e continuarei de olhos abertos". Essa frase foi registrada na postagem "Conversando com paredes", do dia 12 de maio de 2009. Desde então, quase dois anos se passaram e a novela continua. De um lado os moradores da antiga favela do Jardim Edite sonham em voltar a morar no mesmo terreno - urbanizado, claro. De outro, a especulação imobiliária e a falta de vontade da Prefeitura de São Paulo. No meio de tudo isso, uma família resiste em sua casa, com uma ação de usucapião debaixo dos braços e um morador de uma residência particular faz o mesmo. A discussão começa com uma lei que institui a região em uma (ZEIS) Zona Especial de Interesse Social, passa por um Plano Diretor defasado e termina no meio da terra e do entulho depositado no terreno todos os dias. A resolução do impasse ainda está longe de ser vista. O que pode se ver todos os dias é a SubPrefeitura de Pinheiros trabalhando no local, retirando o mato, a terra e o entulho do terreno. Menos mal. De acordo com a SEHAB - Secretaria Municipal de Habitação, a obra para a construção das moradias está em andamento e foi estipulado um prazo de 18 meses para ela ser finalizada. Eu só não sei como foi possível estipular essa data, já que não há acordo com os moradores inseridos no terreno. Tudo muito estranho. Em quase dois anos, esta é a quinta postagem sobre a favela Jardim Edite. E tenho absoluta certeza que não será a última.
| Placa que a mostra o possível futuro do terreno que abrigava a favela. |
Todas as fotos pertencem a Fabricio Amorim.









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